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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Rock

Vocalista do Smashing Pumpkins encontra guitarra roubada há 27 anos
A banda americana Smashing Pumpkins fazem show no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, antes de se apresentar no Lollapalooza Brasil 2015. O grupo liderado pelo cantor e letrista Billy Corgan se apresenta com uma nova formação Imagem: Mauro Pimentel/UOL Ouvir Felipe Branco Cruz Do UOL, em São Paulo 07/02/2019 09h50 



O vocalista do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, reencontrou sua guitarra Fender Stratocaster que foi roubada há 27 anos durante a turnê "Gish". A informação foi publicada no site da revista "Rolling Stone". A guitarra, que Corgan comprou de seu colega de banda Jimmy Chamberlin, foi roubada após o show ... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/07/vocalista-do-smashing-pumpkins-encontra-guitarra-roubada-ha-27-anos.htm?cmpid=copiaecola

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

racismoambiental.net.br


Início de ano tem oito terras indígenas sob ataque

Ameaças e invasões avançam nos primeiros dias do governo Bolsonaro; Rondônia, Pará, Maranhão e Mato Grosso estão entre estados onde madeireiros e grileiros avançam sobre territórios de etnias como Uru Eu Wau Wau, Arara, Xavante e Guarani Mbyá
Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas 
Os índios da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, em Rondônia, comemoravam no começo da semana passada a ação da Polícia Federal que retirou invasores de seus territórios. Mas a paz durou poucos dias. No sábado, o líder Puré Uru Eu Wau Wau já reunia novas informações sobre furto de madeira e loteamentos feitos no local: “Eles estão abrindo a mata e marcando terrenos na nossa terra”. Os brancos são acusados de furtar madeira do território e de fazer um loteamento clandestino.
Esse é apenas um dos casos de ataques a indígenas e suas terras neste início de ano. Pelo menos oito áreas e seus moradores estão sob ataque no País, segundo informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e do Ministério Público Federal (MPF).
A situação dos Uru Eu Wau Wau já era grave no ano passado, durante o governo Michel Temer. No ano passado, a Polícia Federal descobriu um cadastro feito por madeireiros com 500 nomes de posseiros dispostos a invadir a reserva. No ano anterior, uma professora e seu marido, um cacique, foram vítimas de um atentado a tiros por denunciar as constantes invasões ao território. A ascensão e a posse do presidente Jair Bolsonaro tornaram o problema mais grave.
Além de prometer durante a campanha que não demarcaria mais terras para indígenas e quilombolas, ele chegou a defender a revisão da demarcação de terras já homologadas e até reconhecidas em processo que tramitou no Supremo Tribunal Federal, como a Raposa Serra do Sol, em Roraima. Para juristas, a revisão é inconstitucional. Bolsonaro também tem defendido a exploração dos territórios indígenas, de “forma racional”.
As ameaças ao povo indígena no estado já chegaram ao Ministério Público Federal, que resolveu agir em defesa dos moradores da Uru Eu Wau Wau e dos Karipuna, no norte de Rondônia. Segundo o MPF, os invasores têm feito ameaças de morte aos Kapiruna, que temem pela segurança das famílias.

MT E RS PODEM TER ATAQUES, APONTAM PROCURADORES

Os procuradores da República da Câmara de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais enviaram um ofício ao Ministério da Justiça pedindo a tomada de “medidas urgentes de proteção a comunidades indígenas que se encontram sob graves ameaças”. Além de Rondônia, eles citam o planejamento de dois ataques aos indígenas, em dois pontos bem distantes do país.
O primeiro deles, na região da terra indígena Xavante de Marãiwatsédé, em Mato Grosso. Pelo relato, há intenção de se retomar o território indígena, objeto de desintrusão – expulsão de invasores, entre eles políticos – durante o governo de Dilma Rousseff. O segundo ataque estaria sendo arquitetado contra os Guarani da Ponta do Arado, no bairro Belém Novo, em Porto Alegre. Na madrugada do dia 14, uma das tribos foi atacada a tiros e os indígenas ameaçados de morte, caso não deixassem a área até domingo (19).
A apreensão dos moradores da Terra Indígena Marãiwatsédé é maior por conta da eleição do deputado federal Nelson Barbudo (PSL), mesmo partido de Bolsonaro. Segundo a Funai, ele prometeu invadir a demarcação e devolver o espaço a agropecuaristas retirados da reserva, em 2012, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O Ministério Público Federal afirmou, em nota, que vai responsabilizar civil e criminalmente quem tentar invadir a área indígena.
Barbudo foi o deputado mais votado do estado e nega que esteja incentivando as invasões. Mas há vídeos em que ele ataca a demarcação de terras. Ele é apontado por líderes indígenas, entre eles Vanderlei Temireté Xavante, como um dos principais políticos que ameaçam a terra indígena: “Nosso direito à terra já foi reconhecido pela Justiça. Nossos ancestrais estavam aqui desde os anos 1920. Os brancos têm família, mas nós também temos”. Vanderlei aponta o ex-senador José Medeiros (Pode), segundo deputado federal mais votado, como autor de incitação ao ódio contra indígenas.
No Rio Grande do Sul, os Gurani Mbyá descreveram o ataque ao MPF, que instaurou um inquérito para apurar o crime. Segundo os relatos das vítimas, dois homens encapuzados saíram de uma barraca de vigilância instalada pela empresa de segurança da Arado Empreendimentos, que pretende construir um condomínio horizontal no local, e dispararam diversos tiros sobre os barracos dos indígenas, além de fazer ameaças de morte. Os indígenas entregaram ao MPF vários cartuchos de pistola 9mm e revólveres calibre 22, que estavam espalhados na área.
O MPF também pediu à Justiça Federal, em outro ofício, para obrigar o deslocamento imediato da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para as imediações da Terra Indígena Awa Guajá, no Maranhão, para evitar a invasão da área por não indígenas. A medida teve como base uma representação da Secretaria Especial de Direitos Humanos, que mostrou preocupação com a organização de antigos moradores da região, realocados da área em cumprimento à decisão judicial que determinou a desintrusão do território, desde 2014.

NO PARÁ E NO MARANHÃO, FURTO DE MADEIRA

A Funai denunciou na última quinta-feira que fazendeiros e posseiros têm entrado na terra indígena para derrubar árvores e colocar gado para pastar na região. A PRF apreendeu 19 metros cúbicos de madeira ilegal na quarta-feira, em Santa Inês, e suspeita que a madeira tenha sido furtada da área indígena.
O aumento da ação de madeireiros também é a principal preocupação na Terra Indígena Arara, na região de Altamira, no Pará. No início deste mês, os caminhões que antes saiam apenas de madrugada com madeira furtada passaram a sair também durante o dia, sem qualquer preocupação em acobertar o crime. Na área que fica às margens da Transamazônica, os brancos começaram a fazer demarcações de lotes e inclusive a negociar essas unidades.
Para José Cleanton Curioso Ribeiro, missionário do Cimi, o problema é ainda mais grave. “Acho que o loteamento é ação de laranjas. Se pegar, pegou”, diz. O maior problema, segundo ele, é que os madeireiros já fizeram um monte de estradas clandestinas dentro da terra indígena e estão roubando as árvores. “Hoje, eles evitam fazer a extração de arrastão. Escolhem as madeiras que querem e retiram”.
Ribeiro conta que esse ataque é invisível quando visto de longe: “Quem faz vistoria de helicóptero ou por satélite não tem a noção do problema, porque as copas das árvores maiores escondem as estradas”. As invasões já vinham acontecendo nos últimos anos. Em 2017, uma serraria foi fechada dentro da reserva e 150 metros cúbicos de madeira apreendidos. No ano seguinte, indígenas de dez aldeias da região procuraram a Justiça Federal para cobrar a retirada de invasores das terras Apyterêua.
O território Yanomami, em Roraima, também está sofrendo com invasões. No caso, de garimpeiros. A situação também se agravou desde o fim do ano passado.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

BBC Brasil

A cidade dos EUA que quer pagar seus delinquentes para reduzir a violência

Membro de gangueDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEm Sacramento, os crimes violentos costumam ser atribuídos às gangues.
Solução inovadora ou uma concessão exagerada a criminosos?
A proposta de incentivar delinquentes com ajudas que incluem pagamentos mensais está provocando discussão nos Estados Unidos.
"Subsídio ao crime" e "suborno para acabar com ele" é como a proposta é descrita por alguns especialistas.
Mas quem defende o projeto, que nasceu numa pequena cidade da Califórnia e agora está sendo adotado na capital do Estado, Sacramento, e pode se expandir para outros lugares, diz que ele vai muito além da recompensa econômica.
O programa se chama Advance Peace ('Promova a paz', em tradução livre).
Mas como é o programa?

Criminosos conhecidos das autoridades

O Advance Peace parte da seguinte premissa: em cidades com altos índices de violência urbana, a maior parte dos crimes é cometida por um grupo pequeno de pessoas.
No caso de Richmond, na Califórnia, as autoridades constataram que um pequeno grupo de delinquentes era responsável por 70% dos delitos com arma de fogo que aconteciam na cidade.
Richmond, CalifórniaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO programa nasceu Richmond, na Califórnia, e foi adotado na capital, Sacramento
Naquele momento (2009), Richmond, com pouco mais de 100 mil habitantes, estava entre as 12 cidades mais violentas dos Estados Unidos.
"Vimos que os criminosos que cometiam violência armada andavam livres pelas ruas, não eram presos ou processados, por uma série de motivos", diz à BBC News Mundo DeVone Boggan, diretor executivo da Advance Peace.
Segundo uma reportagem do Washington Post, desde 2007, mais da metade dos 52 mil homicídios em 55 grandes cidades dos Estados Unidos não resultaram em prisão.
Ao menos 38 cidades têm uma taxa mais baixa de prisão por homicídios do que há uma década. O fracasso na resolução de casos deixa os assassinos nas ruas e provoca um ciclo infinito de violência por vingança.
Mãos algemadasDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionMais da metade dos 52 mil homicídios em 55 grandes cidades dos Estados Unidos não resultaram em prisão
"Mesmo com a presença de mais forças de segurança vimos que a violência não diminuía. Como não estávamos conseguindo tirá-los das ruas, pensamos em dar a eles uma alternativa que os motivasse e os fizesse mudar seu comportamento sozinhos", diz Boggan.
Foi nesse contexto que começou o programa Advance Peace.
Violência em Sacramento
A capital da Califórnia é uma das cidades onde a violência urbana mais aumentou nos últimos anos.
O que mais preocupa as autoridades é a presença de gangues que, segundo as estatísticas, são responsáveis por mais de um quarto dos homicídios cometidos anualmente em Sacramento.
Para Khaalid Muttaqi, diretor do grupo de Prevenção e Intervenção em Gangues da Prefeitura de Sacramento, são vários os fatores que explicam essa situação.
"Sabemos que a vingança entre membros de gangues e o consumo e venda de drogas têm um papel", diz Muttaqi à BBC Mundo.
"Mas há outros fatores, como questões pessoais, seu estado mental, um trauma... São coisas em que não costumamos pensar", acrescenta.
Khaalid MuttaqiDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption'Muitos jovens criminosos foram vítimas', diz Khaalid Muttaqi, diretor do grupo de Prevenção e Intervenção em Gangues da Prefeitura de Sacramento
"Vemos essas pessoas que cometem crimes como más. Muitos deles foram também vítimas de violência. Pode ter sido abuso infantil, podem ter visto muita violência na infância, e essa pode ser a raiz do problema, mas não se fala muito disso", diz ele.
"Debaixo da tatuagem, do cabelo, da forma de falar, quase todos querem ter uma vida melhor", garante.
Boggan concorda, e vai além.
"Esses rapazes vivem em 'zonas de guerra'. A violência é constante, contínua. O trauma não se resolve na prisão, e a alternativa é a morte", lamenta.

Nova estratégia

Foi esse ponto de vista que levou os governantes da cidade a mudarem o roteiro e trabalhar diretamente com os jovens mais próximos à violência antes que estes apertem o gatilho ou virem vítimas.
O programa Advance Peace tem como base a seleção de mentores, geralmente homens que já participaram do mundo do crime e cumpriram pena de prisão, que acompanham jovens vulneráveis e os ajudam a desenvolver um "plano de vida", com objetivos de curto e longo prazo.
Participantes do programaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionMentores e jovens que participam do programa têm a mesma origem e vivem nos mesmos bairros
"Os mentores, que vemos como agentes de mudança, vêm dos mesmos bairros, conhecem essa vida", explica Boggan.
"E a intervenção consiste em desenvolver relações com esses meninos vulneráveis, relações fortes, de confiança, para poder avançar com as outras etapas do programa", diz.
Incentivo polêmico
Uma das fases do programa é o pagamento de um valor mensal aos jovens, muitos deles considerados criminosos.
Esse componente gerou fortes críticas, especialmente em meios conservadores.
"É um programa de subsídio ao crime", escreveu um analista no site RedState.
E em outro site, Infowars, um colaborador disse que o programa "tira dinheiro de cidadão de bem, que paga seus impostos, e o redistribui a criminosos que estão matando as pessoas".
PistolasDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAlgumas pessoas discordam do programa, dizendo que ele dá incentivos econômicos aos criminosos
A atenção nacional à iniciativa deu força à oposição local ao projeto. O chefe de polícia de Sacramento defendeu o programa, mas outros agentes das forças de segurança foram contrários a ele.
A promotora distrital de Sacramento, Anne Marie Schubert, expressou, em nota, suas "sérias preocupações" com o Advance Peace.
Também houve críticas de pessoas que veem o programa como uma recompensa injustificada a pessoas violentas ou até um tipo de suborno para acabar com o crime.
"A essas pessoas eu diria que isso não é verdade, mas mesmo que se fosse assim, valeria a pena o gasto", responde Muttaqi.
Ele justifica o programa de um ponto de vista econômico, sem entrar em debates morais, onde é mais difícil chegar a consensos.
"Todos concordamos que esses indivíduos provavelmente serão alvejados ou atirarão em alguém nos próximos seis meses. Isso vai ter um custo para nós. Se os prendemos, teremos gastos altos. Há um custo de U$ 400 mil por tiroteio ou US$ 1 milhão por homicídio, e esse é um cálculo conservador", diz.
"Mas os participantes do programa custam, por 18 meses, U$ 30 mil no máximo. Mesmo se você não concorda com o programa, faz sentido economicamente", afirma."As pessoas estão muito mal informadas sobre nosso trabalho e sobre o sucesso do que fazemos", afirma.
"Elas se concentram em um só elemento, o incentivo econômico, quando há um conjunto de coisas que o programa faz, como o contato diário com o jovem, a atenção constante, o desenvolvimento de um plano de ação que inclui estabelecer objetivos de educação, emprego, moradia, saúde etc. ou viagens a outras cidades para que conheça outras realidades."
"O valor é o que chama a atenção, mas é preciso ir além para entender a profundidade e o valor do nosso trabalho. Há dados concretos (de sucesso). O que estamos fazendo funciona para reduzir a violência em longo prazo."

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Rock

Vocalista do Smashing Pumpkins encontra guitarra roubada há 27 anos A banda americana Smashing Pumpkins fazem show no Citibank Hall, no Ri...