Pvhcaos - AO VIVO

Mostrando postagens com marcador porto velho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador porto velho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de março de 2018

Paralisação Transporte Público em Porto Velho - RO

Trabalhadores do transporte público de Porto Velho entraram em greve desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (26).

Segundo informações, a categoria exige que o Prefeito cumpra a lei e retire os táxis compartilhados de circulação.

Diversos ônibus ficaram parados na Avenida 7 de Setembro, logo no início da paralisação. A greve é por tempo indeterminado. 

Houve confronto de taxistas e motoristas de ônibus. Veja o vídeo.





domingo, 11 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Jornada do HISTEDBR - RO

O movimento social tem voz
A participação não exclue ninguém
Daniel Riella participa dessa mesa de debate
Porto Velho Caos - pura revolução

sábado, 1 de outubro de 2016

Rondônia

No rastro do trem e da floresta, Porto Velho completa 102 anos

  

Fonte: Assessoria

Sábado, 01 de Outubro de 2016 às 10:24

Atualizado em 01/10/2016 às 10:42

Aos 102 anos de criação como município, a ser completados em 2 de outubro, Porto Velho ainda tem muito a conhecer. “O município foi criado em 2 de outubro de 1914 e a instalação ocorreu em 24 de janeiro de 1915. A posse do prefeito e de intendentes realizou-se na casa de Manoel Félix, na rua dos Portugueses”, lembra a escritora, professora e acadêmica de letras, Yêdda Pinheiro Borzakov, 77 anos.

Desta vez coincidindo com as eleições municipais, reaparecem no cenário personagens do século passado, entre eles, o primeiro prefeito, major Fernando de Souza Guapindaia, cuja gestão foi marcada pela construção do Cemitério dos Inocentes, da Escola Mista Municipal Jônathas Pedrosa, da cadeia pública e pelo arruamento da cidade.

Pelo menos um presente literário a capital ganhou nos 102 anos: na semana passada, os pesquisadores americanos, Gary e Rose Neeleman, lançaram o livro Soldados da Borracha: o exército esquecido que salvou a Segunda Guerra Mundial, obra que apresenta a história dos soldados da borracha, uma das mais dramáticas e não contadas naquele período (1939-1945).

Os autores ouviram diversas pessoas que contribuíram com a pesquisa do livro, e também consultaram o Congresso norte-americano a respeito. Paralelamente, tiveram acesso a eventos que revelaram raras experiências de milhares de homens que trabalharam e deram suas vidas para ajudar os países Aliados na busca da borracha na Amazônia Ocidental brasileira.

EXPLORAÇÃO DA MADEIRA

Basta olhar um mapa de 1917 para se avaliar o espaço urbano de Porto Velho naquele período. Só havia casas e outras edificações no trecho entre a margem do rio Madeira e a rua Joaquim Nabuco.

Assim, não pode se debitar somente a migrantes capixabas, catarinenses, gaúchos e paranaenses, principalmente, a devastação de grandes lotes de floresta em Rondônia. Derrubadas também ocorreram dentro do próprio município.

A inexistência de leis ambientais levaram a administração da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) a extrapolar os limites de 150 metros à direita e à esquerda do pátio ferroviário para retirar itaúba no mato, onde mais tarde seria construído o Hospital São José e o Colégio Maria Auxiliadora.

“A direção usava essa madeira para fazer dormentes, distribuía lotes a pessoas que tinham a sorte de consegui-los, e cobrava impostos de proprietários de animais”, comentou a escritora.

Era o que a escritora classifica de atos incompatíveis com o regime ferroviário, por parte de mister W. Little, gerente da construtora da EFMM. Foi preciso a intervenção do então governador do Amazonas, Jônathas de Freitas Pedrosa, para autorizar o uso dos dormentes.

Yêdda desmistifica versões. Uma delas falando de suposta aversão do governador Aluízio Ferreira a pessoas negras. Aluízio governou de 1º de novembro de 1943 a 7 de fevereiro de 1946. Foi também o primeiro presidente da EFMM, a partir de 10 de julho de 1931.

“Judith Holder e o marido Percy Holder casaram-se, e logo moraram no bairro Caiari, o “elegante da época”, cujas casas foram inauguradas em 1940. Ali também viveram os notáveis Enos Eduardo Lins e Ananias Andrade, também negros. Judith morreu em 2015, aos 101 anos.

De alguns anos para cá, as casas do bairro Caiari estão sendo reformadas e a maioria teve suas projeções arquitetônicas modificadas.

Da EFMM, pouco do que restou das peças centenárias e de algumas rodas, armários, cofres e outras ferragens da Madeira-Mamoré encontram-se num depósito alugado em 2015 pela prefeitura de Porto Velho, na zona Sul da cidade.

Em andanças com grupo de estudos formados por historiadores e universitários, Yêdda constatou em Candeias do Jamari outro marco divisório desses estados.

Ironia do desconhecimento e da zombaria: a Praça Marechal Rondon (denominação dada por decreto) passou longo tempo conhecida por Praça Rondon e descambou para “Praça do Baú”, por causa do nome de um estabelecimento comercial na esquina com a Rua 7 de Setembro.

No livro Porto Velho – 100 anos de história (1907-2007), Yêdda resgata, entre outros aspectos, a construção da ferrovia, grupamentos militares, bens imóveis da EFMM, saúde pública pós-nacionalização, energia elétrica, museu ferroviário, as três caixas-d’água, o marco das coordenadas geográficas, o bairro Caiari, sítios históricos de Santo Antônio do rio Madeira, inscrições rupestres, lojas maçônicas, cemitérios, colégios, prédios públicos, bairros periféricos (Triângulo e Alto do Bode por exemplo), igrejas, museus, bibliotecas  e espaços culturais.

MARCO DIVISÓRIO

Pesquisando Viriato Correia, famoso narrador de “histórias que a história não conta”, Yêdda encontrou documento com a planta do marco divisório principal, de argamassa de cimento e areia, situado entre os Estados do Amazonas e Mato Grosso, próximo à extinta cachoeira de Santo Antônio, alagada pela hidrelétrica com o mesmo nome. “Ele não se chama Marco Rondon, mas há pessoas que espalham isso”.

O termo de inauguração, em 10 de janeiro de 1911, foi assinado pelo major Alípio Gama e pelo tenente-coronel Felinto Alcino Braga Cavalcante, chefes das comissões de Mato Grosso e Amazonas, respectivamente. Eram governadores o coronel Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt (Amazonas) e o coronel Pedro Celestino Corrêa da Costa (Mato Grosso).

domingo, 8 de dezembro de 2013

Festejo Beradero - Ano 2

Coletivo CAOS apresenta programação com cultura, papo sobre meio ambiente, exposição de vídeos e mais, encerramento no sábado dia 14 de dezembro com Elisa Maia direto de Manaus e o famigerado GOG entre outras atrações locais. Acompanhe via nosso Facebook Webradio Pvhcaos.

Lembrando que será arrecadado no local alimentos para doações a demais entidades beneficentes - ENTRADA GRATUITA NO CLUBE DA OAB - Av Rio de Janeiro.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Caso Sério

Governo corta verba em 38% e vigilância ambiental agoniza no país



Em 2011, quando conseguiu emprego no Parque Nacional de Boa Nova, no sudoeste da Bahia, o ambientalista baiano Osmar Barreto Borges estava realizando um sonho. Era um parque novo, criado em 2010, cujo forte é o turismo de observação de aves, umas de suas paixões.
Dois anos depois, tudo que Borges quer é ir embora. “Não agüento mais. Sofri até um colapso psicológico, estou desesperado para sair. A situação está desmoronando.”










O Parque Nacional de Boa Nova ocupa uma área montanhosa de 12 mil hectares, ou 120 km2. É o equivalente a 75 vezes a área do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, ou a 15 vezes o bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. E Borges cuida dessa área sozinho.
O Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia para a qual Borges trabalha, não tem sede em Boa Nova. Borges trabalha em casa e paga telefone e Internet do próprio bolso. O único carro de serviço – um modelo velho, enviado de outro parque – quebrou em junho. Não há verba para consertá-lo. Desde então, Borges usa ônibus ou pede veículos emprestados a moradores. Sua verba para despesas mensais, tirando seu salário, é de cerca de 300 reais.
Borges é responsável por fiscalizar todo o parque, combater a caça, tráfico de animais e desmatamento, fazer trabalhos de aproximação com as comunidades, incentivar o turismo e a educação ambiental, além de lidar com a enorme burocracia estatal. “Existem muitos sistemas de controle para gestão, pesquisas e documentos. Todos os documentos relativos ao parque precisam ser escaneados, é um processo bem burocrático. Tenho de fazer o papel de secretária, polícia, animador social e agente de desenvolvimento local. E eu não dou conta.”
Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o ICMBio gerencia e fiscaliza as Unidades de Conservação (UCs) do país, além de fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental. Atualmente, o ICM Bio tem pouco menos de 2 mil funcionários públicos em seu quadro fixo e é responsável por 341 unidades, incluindo 314 UCs e 11 centros de pesquisa, além de coordenações regionais e unidades administrativas. A área protegida pelo ICMBio é de 75 milhões de hectares (750 mil km2), ou 8,8% do território brasileiro.
Nos últimos anos, o orçamento do ICMBio tem sido constantemente cortado pelo Governo Federal. Em 2010, a verba anual foi de quase 626 milhões de reais. A projeção para 2014 é de pouco menos de 498 milhões. Considerando uma inflação média de 6% ao ano, a queda real no orçamento será de 38% em quatro anos.
Como o governo não pode diminuir salários de funcionários públicos, os cortes atingem, basicamente, as despesas discricionárias. No caso do ICMBio, representam gastos com vigilantes, funcionários terceirizados, apoio administrativo, locação de móveis e imóveis, material de trabalho, energia elétrica, diárias, passagens e suporte a tecnologia da informação. Os ambientalistas mantiveram seus empregos, mas trabalham em condições cada vez piores. A cada corte, a infra-estrutura do ICMBio deteriora.
Só em 2013, o Governo Federal fez dois cortes. O segundo, ocorrido em julho, ceifou 107 milhões de reais do orçamento do Ministério do Meio Ambiente. Segundo Anna Flávia de Senna Franco, diretora de Planejamento, Administração e Logística do ICMBio, o Ministério do Meio Ambiente está tentando, junto ao governo, rever esse corte. “Já fizemos estudos mostrando a dimensão do impacto que isso causaria. A Ministra (Izabella Teixeira, do Meio Ambiente) está empenhada. Já escrevemos ofícios mostrando possíveis impactos e prejuízos à fiscalização.” Procurado pela “Folha”, o Ministério do Meio Ambiente não quis se pronunciar.
Enquanto isso, ambientalistas sofrem com a falta de condições de trabalho. Rafael Rossato é analista ambiental do ICMBio na Unidade de Conservação (UC) da Floresta Nacional de Tefé, interior do Amazonas. A área tem mais de um milhão de hectares, ou 10 mil km2, quase sete vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Para fiscalizar toda essa área, a UC de Tefé conta com dois analistas ambientais e três técnicos. “É um número muito reduzido de servidores para uma demanda de trabalho muito grande”, diz o analista. “É necessário um concurso público urgente, tendo em vista que o último concurso foi em 2009 e quase todos analistas ambientais lotados na Amazônia já saíram da região, seja porque a sede tinha interesse em levá-los para Brasília, por licença médica -normalmente psicológica – ou porque pediram exoneração.”
A UC de Tefé tem a missão de fiscalizar vários rios, mas não possui barco. Quando saem para trabalhos em rios, os servidores precisam alugar barcos por um contrato de preços elevados e sofrem com a burocracia até para comprar gasolina. Rossato conta que o escritório abriga ainda funcionários de outras cinco UCs da região, num total de cerca de 20 profissionais. O escritório conta com dois carros, um telefone – o segundo foi cortado recentemente – e a Internet é precária. Rossato chega a levar quatro horas para cadastrar um documento em um sistema informatizado do ICMBio.
Um ambientalista com cargo de chefia no ICMBio, que pediu para não ser identificado, fez um resumo do caos por que passa a vigilância ambiental no país: “O sistema de unidades de conservação do Brasil é o mais lindo, diverso e de maior potencial do planeta. Porém, as condições dadas são verdadeiramente ridículas. Conheço parques em uma dúzia de países, mas nada chega perto do abandono por que passamos. A relação $/área protegida do Brasil é pior que da Bolívia e Zâmbia. (…) A relação servidor/área protegida é talvez a pior do mundo, beirando um gestor para cada 20 mil hectares (200 km2) protegidos. Se considerarmos só a Amazônia, temos um servidor para cada 200 mil hectares (2 mil km2). Nosso sistema é um dos únicos que não possui guarda-parques, monitores ou qualquer outro tipo de contratação local, política amplamente empregada mundo afora a fim de que a população se aproprie das UC e que os parques possam ter a melhor mão de obra: a que mais conhece a região.”
O isolamento de ambientalistas torna o trabalho perigoso, especialmente porque eles têm a missão de coibir e denunciar abusos ambientais. Há quatro meses, uma ambientalista federal pediu para ser transferida de Paraty (RJ) depois que uma bomba foi jogada em sua casa. Há um mês, o biólogo espanhol Gonzalo Hernandez foi encontrado morto a tiros em um parque em Rio Claro (RJ). Hernandez havia denunciado crimes ambientais, como extração ilegal de palmito, de areia e caça irregular, no Parque Estadual Cunhambebe.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Espaço Avaaz


POR MAIL

































































pvh caos

Urgente: Quilombolas em risco!

Pedro Abramovay - Avaaz.org 26 de julho de 2012 16:56

Para: "pvhcaos@gmail.com"

Caros amigos do Brasil,




A comunidade quilombola do Rio dos Macacos está lutando contra o tempo. Em apenas algumas dias, uma ordem da justiça pode tirar a comunidade das terras em que vive há mais de 200 anos. Somente uma grande mobilização popular pode impedir que a pressão da Marinha prevaleça. Junte-se a essa luta agora, e a Avaaz e o defensor público que defende os quilombolas entregarão a petição diretamente para o juiz quando alcançarmos 50.000 assinaturas:

Em poucos dias, 200 anos de cultura tradicional podem ser extintos. A comunidade quilombola de Rio dos Macacos na Bahia pode ser expulsa de suas terras para a construção de uma base da Marinha. Mas a solução para o problema está a nosso alcance!


A Marinha do Brasil quer expandir a Base Naval de Aratu a todo custo, mesmo que tenha que devastar uma tradição centenária e expulsar os quilombolas da região. Os pareceres técnicos do governo já afirmaram que os quilombolas têm direito àquela terra, mas eles só têm validade se publicados -- e a lentidão da burocracia pode fazer com que o juiz do caso determine a remoção da comunidade antes que seu direito seja reconhecido. Eles estão com a faca no pescoço e nós podemos ajudar a vencer essa batalha se nos unirmos a essa causa!


Não temos tempo a perder! O juiz decidirá na segunda-feira se retira os quilombolas ou espera a publicação do parecer do governo. A defensoria pública nos disse que somente uma grande mobilização popular pode impedir que a pressão da Marinha prevaleça. Junte-se a essa luta agora, e a Avaaz e o defensor público que defende os quilombolas entregarão a petição diretamente para o juiz quando alcançarmos 50.000 assinaturas:


http://www.avaaz.org/po/urgente_quilombolas_em_risco_c/?bKivJcb&v=16624


De acordo com estudos, das três mil comunidades quilombolas que se estima haver no país, apenas 6% tiveram suas terras regularizadas. É um direito das comunidades remanescentes de escravos garantido pela Constituição, e responsabilidade do Poder Executivo emitir-lhes os títulos das terras. A cultura quilombola depende da terra para manter seu modo de vida tradicional e expulsar quilombolas dessas terras pode significar o fim de uma comunidade de 200 anos.


A comunidade do Rio dos Macacos tem até o dia 1º de agosto para sair do local e, após isso, sofrerá a remoção forçada. Entretanto, temos informações seguras que técnicos já elaboraram um parecer que reconhece o direito dos quilombolas, mas ele só tem validade quando for formalmente publicado e a comunidade corre o risco de ser expulsa nesse intervalo de tempo.


No caso do Rio dos Macacos, a pressão popular já funcionou uma vez, adiando a ação de despejo em 5 meses. Vamos nos juntar aos quilombolas e apelar para que o juiz da causa garanta a posse de terra dessa comunidade, e carimbe seu direito de viver em harmonia com suas terras. Assine a petição abaixo para impedir que a lentidão da burocracia acabe com uma comunidade tradicional:


http://www.avaaz.org/po/urgente_quilombolas_em_risco_c/?bKivJcb&v=16624


Cada vez mais temos visto que, quando nos unimos, movemos montanhas e derrotamos gigantes. Vamos nos unir mais uma vez para garantir o direito de terra da comunidade quilombola Rio dos Macacos e dar paz as famílias que moram no local. Juntos podemos alcançar justiça!


Com esperança e determinação,


Pedro, Luis, Diego, Carol, Alice, Ricken e toda a equipe da Avaaz




Mais informações:


Balanço 2011 das Terras Quilombolas da Comissão Pró-Índio de São Paulo
http://www.cpisp.org.br/email/balanco11/img/Balan%C3%A7oTerrasQuilombolas2011.pdf


'Os militares infernizam a nossa vida', diz quilombola sobre disputa por terra (Último Segundo)
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ba/2012-07-22/os-militares-infernizam-a-nossa-vida-diz-quilombola-sobre-disputa-por-terra.html


Rio dos Macacos é quilombo, diz Incra (Tribuna da Bahia)
http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=122017


Rio dos Macacos: Defensoria pede suspensão da retirada de moradores (Correio)
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/rio-dos-macacos-defensoria-pede-suspensao-da-retirada-de-moradores/
pVHCAOS - -    ETNOCAOS


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Busca Amazônica



Em extinção, maior folha do mundo ainda é encontrada no Amazonas

Coccoloba tem cerca de 2,5 m de comprimento por 1,44 m de largura.
Pesquisador critica falta de incentivos para desenvolvimento de pesquisas.

Tiago Melo Do G1 AM

Árvore foi encontrada pela primeira vez em 1982, em Borba (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Árvore foi encontrada pela primeira vez em 1982,
em Borba (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Em uma expedição pela bacia do Rio Madeira, em plena Floresta Amazônica, o doutor especialista em florística e fitossociologia Carlos Alberto Cid Ferreira, encontrou uma de suas maiores paixões: a Coccoloba spp. (Polygonaceae), considerada pelo Guinness Book a maior folha dicotiledônea do mundo e que chega a ter 2,50 metros de comprimento por 1,44 metro de largura na fase adulta.
Considerado pela comunidade científica como o maior coletor de plantas herborizadas da Amazônia brasileira, Cid Ferreira comemora em 2012 trinta anos da viagem em que descobriu as folhas gigantes. O projeto intitulado 'Flora Amazônica' foi uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Jardim Botânico de Nova York.
Segundo o pesquisador, a Coccoloba é um fenômeno da natureza. ”É incrível como uma planta que tem somente um caule lenhoso, consegue levar os nutrientes do solo até suas folhas e desenvolvê-las até chegarem a tamanha envergadura", afirmou o botânico. "Outro fator interessante é que ela trabalha durante vinte e quatro horas por dia. Diferentemente das plantas comuns, a Coccoloba armazena energia durante o dia e realiza a fotossíntese durante a noite também", declarou.

Folha da Coccoloba, exposta no Inpa, possui 2.50 m de comprimento (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Folha da Coccoloba, exposta no Inpa, possui
2.50m de comprimento (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Em busca da Coccoloba pela Amazônia
Depois do Projeto 'Flora Amazônica', o pesquisador passou a ter como uma de suas metas na carreira encontrar outros locais da Amazônia outras árvores com as folhas gigantes, como aconteceu em matas secundárias das margens do rio Canumã, afluente do rio Madeira. "Encontramos a Coccoloba no município de Borba no estado do Amazonas, distante 151 km de Manaus. Tiramos diversas fotos, mas na ocasião, não trouxe nenhum exemplar".
Mais tarde, em 1993, pesquisadores do INPA e do IBAMA, realizaram uma excursão à Flona do Jamarí (RO), onde foram coletadas, de uma único espécie, duas folhas que mediam respectivamente 2,50 m x 1,44 m e 2,10 m x 1,32 m.
Atualmente, estas amostras estão registradas e catalogadas no acervo do INPA, sendo uma incorporada ao acervo científico do herbário e outra na exposição cientifica permanente da Casa da Ciência.
O botânico contou ainda que possui sua própria coleção de folhas da Coccoloba. "Tenho cerca de sessenta folhas, armazenadas em casa, para estudo particular. Mas estou querendo me separar delas. Quero doá-las à alguma escola da rede pública ou para algum museu da cidade", afirmou. "Não sou um pesquisador ciumento", completou sorrindo o doutor especialista em florística e fitossociologia.

Árvore foi encontrada pela primeira vez em 1982, em Borba (Foto: Tiago Melo/G1 AM)
Árvore foi encontrada pela primeira vez em 1982, em Borba (Foto: Tiago Melo/G1 AM) Alerta para o Brasil
Para Cid Ferreira, o Brasil é o único país onde é possível encontrar a Coccoloba, porém teme que o avanço sem a devida preservação do meio ambiente na região amazônica pode colocar as folhas gigantes em risco. Como exemplo, ele cita o cenário que encontrou ao retornar à Flona do Jamarí, em 2010. "Devido à construção de estradas e ao desmatamento, algumas árvores foram perdidas e sobraram somente oito no local", declarou.
A burocracia do país e a falta de incentivos do Governo Federal, de acordo com o pesquisador, atrapalham para o incentivo à preservação da Coccaloba. "Em 2006, durante a Copa do Mundo na Alemanha, devido à toda essa burocracia no país, perdemos a oportunidade de conseguir um patrocínio da Brahma, que queria fazer uso da imagem da Coccoloba. Apesar de todas as minhas expedições e das dos outros botânicos que vieram antes de mim, conhecemos somente 2% da flora amazônica. Os indígenas são botânicos melhores que nós", completou.

terça-feira, 8 de maio de 2012

HOJE TEM MAIS

Hoje tem mais

apartir das 20:00 hrs.



Não perca, o melhor da  música Rondoniense e Popular Brasileira você acompanha aqui pela Porto Velho C.A.O.S.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beatles na PUC

PUC-Rio inova e cria especialização sobre os Beatles

Curso de extensão aborda a história, a evolução artística e a influência cultural do conjunto inglês na sociedade pós-moderna

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro

Roger Waters e Pink Floyd criticam o sistema em “Another Brick In The Wall”. Alice Cooper celebra – de uma forma bem rebelde – a formatura em “School's Out". A sala de aula e o Rock n’Roll têm uma relação complicada e não faltam exemplos. Mas desde a última semana a tradicional faculdade PUC- Rio mostra que está disposta a romper com o tabu e oferece em sua grade um inusitado curso de extensão inteiramente dedicado a uma das principais bandas da história: Os Beatles.

Foto: George Magaraia 
A aluna Mariana Salim, de 29 anos, tem tatuagem do famoso submarino amarelo

"Beatles: história, arte e legado", ministrado pelo departamento de Letras da universidade, aborda toda a história, evolução artística e influência cultural e midiática do conjunto na sociedade pós-moderna. “Pretendemos cobrir toda a história dos Beatles, através dos discos e músicas mais relevantes, utilizando de clipes a trechos de filmes e aproximando o grupo da história do seu tempo. Além da história, vamos entender a filosofia do grupo inglês e, por exemplo, como a banda influenciou o movimento tropicalista aqui no Brasil”, explica o doutor em Literatura Brasileira pela PUC, pós-doutor pela Universidad de Salamanca, na Espanha, e coordenador do curso, o professor Júlio Diniz.

A ideia da especialização surgiu depois que  Eduardo Brocchi, professor de Engenharia na PUC e beatlemaníaco confesso, descobriu que a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, tem um mestrado sobre o quarteto. “Eu e alguns amigos ficamos com vontade de fazer, mas o curso demora quatro anos. Então, pensamos: temos que fazer isso aqui no Brasil!”, disse ele, que tem mais de 400 livros sobre o Fab Four e uma coleção de apetrechos raros como CDs, vinis etc.

São sete professores com as profissões mais distintas. Tem filósofo, jornalista e até dentista. Todos usando o seu connhecimento adquirido em livros, viagens e pesquisas sobre o quarteto de Liverpool. “Somos aficionados pelo universo dos quatro músicos mais importantes da segunda metade do século passado”, afirma o professor Luis Otávio Pinheiro, que também é titular no curso de Engenharia da PUC.

De beatlemaníacos a alunos

A primeira turma do curso "Beatles: história, arte e legado" é formado por 25 pessoas, com idades entre 19 e 61 anos. A jornalista Maria Estrella, de 43 anos, tem orgulho de dizer que foi a primeira inscrita. “Liguei todas as semanas para cá para saber quando começariam as inscrições. Sou beatlemaníaca e, por mais que saiba grande parte da história deles, sempre há algo novo para aprender”, diz.

A contadora Vera Nunes, de 57 anos, mora em Volta Redonda. Mas é tão fã de Beatles que gasta de duas a três horas para ir à Gávea, assistir às aulas do curso de extensão. Mas essa não é o primeiro sinal de devoção dela. Além de ter ido para Liverpool e rodado o Brasil atrás de Paul McCartney, ela batizou a filha dela com o nome de Maurine, primeira mulher do baterista Ringo Starr. “As aulas são uma boa oportunidade para conhecer outros apaixonados como eu e trocar experiências e conhecimento”. 
Foto: George Magaraia
O engenheiro e professor do curso Luis Otávio Pinheiro utiliza seu violão para mostrar acordes importantes na história do Fab Four


A estudante do primeiro período de psicologia Theodora França, de apenas 19 anos, é a mascote da turma. “Por incrível que pareça, não comecei a gostar de Beatles por causa dos meus pais. Acho que eles começaram a escutar por minha causa”, conta ela, que acrescenta: “Como ainda não trabalho, são eles que estão pagando o meu curso. Mas tive que explicar que era importante para mim. Nunca é demais se aprofundar em algo que você já ama”, disse.

Outro aluno, o médico Rodrigo Toledo, de 37 anos, é fã de Beatles desde criancinha. Colecionador de material relativo à banda ele toca anualmente com sua banda cover Blue Beatles na International Beatle Week Festival, em Liverpool. “Geralmente, temos uma lembrança não agradável da sala de aula, com provas e testes. Nunca pensei estudar ídolos meus em uma faculdade. Para mim isso é um hobby, não é uma aula”.

“O sucesso abre portas para estudarmos outros ícones importantes da nossa cultura. A bossa nova, por exemplo, está um tanto quanto esquecida aqui no país. No entanto, lá fora, as pessoas são apaixonadas. Podemos fazer esse resgate”, analisa Diniz. A lista de espera para o curso "Beatles: história, arte e legado" já tem 13 nomes, o que pode resultar numa segunda turma, no segundo semestre. Cada aluno terá que desembolsar R$ 1.860 por 12 aulas.
É bom lembrar que os Beatles também criticaram escola e professores, como na música "Getting Better", composta por Paul McCartney. Mas esse curso, com certeza, eles aprovariam.

     
Vera Nunes é tão beatlemaníaca que colocou na sua filha o nome da primeira mulher de Ringo Starr - Foto: George Magaraia



PvhCAOS - Yeah yeah yeah

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

leve, letra, solta......

Onde é que aquilo ia dar
E o medo vinha devagar
Mas um desejo de sonhar
Tomava conta do lugar

E não podemos desistir
Pois ainda tem vida ali
Somos defensores que lutam
Contra os Opressores

Era a ponte para se cumprir
Onde é que ponte ia dar
E o medo vinha devagar
Mas um desejo de sonhar
Tomava conta do lugar.



contribuição - Tycia Silva

terça-feira, 5 de outubro de 2010

HumorNotícia - o nome já diz tudo

Sras. e Srs.

Em mais um CAOS ENTREVISTA, teremos algo, meio humor e meio sério
muita informação com muita gozação e ainda tem a ver com Twitter.


É.....Gériman, pacato menino do Mucambo.
Humilde trabalhador que é,  porém ainda não aceitou o contrato milionário que pode mudar a sua vida, diretamente de porto velho - rondônia, traça seus comentários em forma de virtual comedy.

acompanhe:

C.A.O.S. - Gerimun, Gériman, nobre Géri.....quando surgiu essa idéia maneira de humor e notícia?
GériMan : Tendências, tem que transformar noticia em humor, a vida precisa de alegria, e ver os dois lados da notícia é ter uma visão em 360º.

C.A.O.S. - Algum intercambio em especial?
GériMan : cara, nada demais. acho que é natural. é que nem dor de barriga. quando chega vc corre e despeja. mas eu tenho algumas referências, tipo o Zé Simão, o kibe Loco, Danilo Gentilli, e mais um bando de vagabundo que não tem o que fazer  ahahaa



C.A.O.S. - e o contato pra galera que quiser conhecer?
GériMan : Meu endereço pra quem quiser seguir é @gerianderson1



C.A.O.S. - Alguma palavra final?
GériMan : sim, claro..... vai lavar uma trouxa de roupa ou capiná quintal  ahahaha
 abração mermão
  énóis





PvhC.A.O.S. - viva, viva a sociedade alternativa!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Notícias de Rondônia

Porto Velho, 10 de agosto de 2010

Por aqui, obras que andam a passos largos, lembrem-se é época de Enganação.
Eleição somos nós que fazemos, mas o que antecipa a eleição é a enganação.

e outra coisa, se o voto nulo não tem poder decisório de certificar que vc está insatisfeito com o que está sendo oferecido, POR QUE VOTAR ENTÃO????

Itajubá conta tudo por aqui, colega de um site de notícias locais, sofre essa situação precária aqui em nosso município.

Veja o vídeo e tire suas conclusões.




terça-feira, 6 de abril de 2010

Prévia Casarão






Entre abutres e a galera bonita, a noite foi de primeira com a instrumentalidade do Expresso Imperial, o barulho da Ultimato e os "Stoners" Black Drawing Chalks E vem mais por aí, essa foi a prévia do Festival Casarão.

.....que digam os Chalks





E aguardem.......

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Só Papo Cast

Convidado de Hoje Marcinho                                                                                                                  ...