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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Jornal da USP

Música é alternativa para crise no ensino

Entender a cultura e os gostos musicais dos alunos pode abrir portas para a educação
Por  - RÁDIO USP



Identificar quais aspectos poderiam ser mais efetivos na formação de crianças e adolescentes é um tema recorrente na pesquisa em educação no País. Os jovens parecem ter cada vez menos interesse nos assuntos escolares, e conhecer a cultura que os envolve é fundamental. O professor Adilson Citelli, da Escola de Comunicações e Artes da USP, comentou sobre os possíveis usos da música no ensino.

O professor ressaltou a importância de conhecer os gostos culturais dos alunos, além de trazer assuntos de fora para dentro da escola como forma de estabelecer uma conexão com a realidade dos estudantes. Citelli também destacou a influência que a música tem na vida dos jovens, que frequentemente passam mais tempo ouvindo seus artistas favoritos do que se dedicam aos estudos.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Força Ninja, Mídia N.I.N.J.A.

Sob holofotes, Mídia Ninja quer ampliar alcance



Atualizado em  5 de agosto, 2013 - 04:56 (Brasília) 07:56 GMT

Equipe da Mídia Ninja em São Paulo | Foto: Mídia Ninja
Ninjas planejam expansão das atividades e financiamento do público
Sob os holofotes desde o início da onda de protestos no Brasil, o coletivo de jornalismo Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) faz planos ambiciosos para o futuro.
"O nosso ideal é ajudar a criar uma rede financeiramente viável que dê conta não só da demanda do público por informação de qualidade, mas também da oferta de jornalistas que não encontram vagas no mercado ou que estão sendo despedidos das grandes redações", disse à BBC Brasil o jornalista Bruno Torturra, um dos membros do grupo em São Paulo.
O primeiro passo começa nesta semana, com o lançamento de uma campanha de financiamento coletivo para dar estrutura a equipes de produção e, em seguida, do site oficial do coletivo, que deve reunir conteúdo de grupos espalhados por todo o país.
Além da organização do conteúdo de centenas de fotografias e horas de vídeos documentando as manifestações, o grupo também pretende responder aos pedidos do público e dos críticos por mais textos e material editado pelos jornalistas ─ um desafio para quem tem milhares de colaboradores e afirma não ter uma linha editorial única. "A gente tem uma teia", diz Torturra.
A "teia" reúne grupos de produção cultural e comunicação em todo o país, ligados ao Fora do Eixo ─ uma rede de coletivos criada em 2005 para organizar festivais de música independentes. "Através do Fora do Eixo já estamos em todos os Estados, mas são pessoas com múltiplas funções, que são ativistas, produtores e que podem fazer a função de ninjas", explica.
Atualmente, mais de 20 pessoas se dedicam exclusivamente à produção de conteúdo para a Mídia Ninja nas equipes de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador.
"Um número um pouco maior de pessoas nos dá apoio, inclusive offline (não apenas nas transmissões na internet). Depois temos ainda centenas de pessoas que são colaboradoras eventuais, mandam uma foto, um parágrafo. É algo que nem dá pra contar, vem em fluxo. E agora (depois do início das manifestações) temos mais de 1.500 pessoas inscritas para trabalhar para o Mídia Ninja, que ainda não organizamos e não sabemos como vamos organizar", diz.
Filipe Peçanha | Foto: Mídia Ninja
Grupo ganhou fama internacional depois que integrantes foram presos em protesto no Rio

Fama

A procura por fazer parte da Mídia Ninja deu um salto após o início dos protestos em todo o país. Usando smartphones, laptops e acesso 3G, os colaboradores do grupo atualizavam sua página oficial no Facebook e transmitiam as manifestações ao vivo.
Em São Paulo, atingiram a marca de cerca de 100 mil espectadores ao transmitirem com detalhes os confrontos entre a Tropa de Choque e os manifestantes na noite de 18 de junho.
Nos protestos contra o governador Sérgio Cabral, no Rio, os ninjas tiveram o triplo de audiência e foram também protagonistas ─ dois deles foram detidos e soltos depois. Em frente à 9ª DP, no bairro do Catete, uma multidão se aglomerou aos gritos de "Ei, polícia, solta a Mídia Ninja".
Com a rejeição dos manifestantes à mídia tradicional, muitas vezes acusada de omitir o vigor dos protestos, os ninjas ganharam apoio e credibilidade junto aos participantes dos atos públicos em todo o país.
Desde então, o grupo foi objeto de reportagens nos principais meios de comunicação nacionais, nos jornais americanos New York Times e Wall Street Journal e no britânico The Guardian.
"A popularidade facilitou o nosso trabalho mais do que dificultou. (...) A polícia agora nos trata como jornalistas e recebemos muito apoio e informação de gente que está nas ruas."
Bruno Torturra, jornalista
"A popularidade facilitou o nosso trabalho mais do que dificultou. Tem mais gente enchendo o saco, tem mais gente querendo sabotar e cada vez mais calúnias sobre nós. Mas a polícia agora nos trata como jornalistas e recebemos muito apoio e informação de gente que está nas ruas", diz Torturra.
A cobrança dos leitores, segundo o jornalista, também aumentou, assim como as críticas aos erros e aos posicionamentos do grupo. "Temos o nosso ponto de vista claro, mas não somos tendenciosos. Acho que ter o ponto de vista dos jornalistas claro é justamente o que torna a transmissão honesta", defende.
O novo site pretende reunir o conteúdo dos núcleos de produção jornalística ninja no país ─ o que incluiria textos, blogs, documentários, vídeos e reportagens com pontos de vista diversos. Mas Torturra admite que algum tipo de controle será necessário.
"Vamos analisar se algo for muito agressivo, muito ofensivo ou muito fora do que a maioria acredita que é razoável ─ desde um material de má qualidade, mal apurado, até uma edição que não seja justa. Mas (a seleção do material) é (feita com base) na construção de um bom senso coletivo, não em uma chefia que vai aplicar um manual de redação."

Financiamento

A popularidade também aumentou os questionamentos sobre o financiamento das operações do grupo. A Mídia Ninja, de acordo com Torturra, conta somente com parte dos recursos da rede Fora do Eixo e com o investimento voluntário da sua própria equipe.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o produtor cultural Pablo Capilé, um dos fundadores do Fora do Eixo, afirmou que a rede é autogestionada ─ arrecada dinheiro através de eventos e atividades organizadas pelos coletivos e por editais ou licitações públicas. O dinheiro de editais, no entanto, seria o equivalente a entre 3% e 7% do caixa.
Manifestantes em Porto Alegre | Foto: Reuters
Manifestantes rejeitaram veículos tradicionais e colaboraram com ninjas
"Não é dinheiro de governo, nem dinheiro de partido. É política pública", defende Torturra. "Os recursos ajudam a financiar todas as atividades do Fora do Eixo nacionalmente, o que ajuda a Mídia Ninja a funcionar. Mas a Mídia Ninja nunca foi financiada por ninguém."
Em uma reportagem recente, o jornal O Globo afirmava que os "Ninjas querem verba oficial para sobreviver" e destacava posts em mídias sociais que circulavam fotos de Capilé com lideranças do PT. O produtor admitiu ter fotos com políticos de diversos partidos nas redes sociais, mas negou qualquer influência partidária direta na produção da Mídia Ninja.

Senha compartilhada

Quase toda a equipe da Mídia Ninja em São Paulo vive em uma casa que pertence ao Fora do Eixo, para multiplicar os recursos disponíveis. "Eles (as pessoas que moram na casa) têm a senha de um mesmo cartão (de crédito), mas esses gastos são controlados pelo Fora do Eixo. Isso pode ser usado para pagar a gasolina e a comida de pessoas que forem cobrir uma manifestação, mas não seria diferente se fossem produzir um show. Um orçamento específico da Mídia Ninja ainda não existe."
Na lógica de divisão comunitária dos recursos, nenhum dos ninjas recebe salário. Para planejar a operação com um orçamento próprio, eles esperam contar com a ajuda do público, com campanhas de financiamento coletivo pela internet. A primeira delas, que deve ser lançada nessa quarta-feira, deve arrecadar dinheiro para a compra de equipamentos para as equipes.
A depender da adesão à campanha, o grupo já pensa em uma proposta de assinatura mensal do site, mas com valores baixos e sem restrição de conteúdo. "É uma espécie de assinatura-apoio", explica Torturra.
Caso o plano dê certo ─ e caso os leitores manifestem com doações o mesmo apoio que mostraram nas ruas ─ será possível pensar na remuneração dos colaboradores fixos, segundo os ninjas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beatles na PUC

PUC-Rio inova e cria especialização sobre os Beatles

Curso de extensão aborda a história, a evolução artística e a influência cultural do conjunto inglês na sociedade pós-moderna

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro

Roger Waters e Pink Floyd criticam o sistema em “Another Brick In The Wall”. Alice Cooper celebra – de uma forma bem rebelde – a formatura em “School's Out". A sala de aula e o Rock n’Roll têm uma relação complicada e não faltam exemplos. Mas desde a última semana a tradicional faculdade PUC- Rio mostra que está disposta a romper com o tabu e oferece em sua grade um inusitado curso de extensão inteiramente dedicado a uma das principais bandas da história: Os Beatles.

Foto: George Magaraia 
A aluna Mariana Salim, de 29 anos, tem tatuagem do famoso submarino amarelo

"Beatles: história, arte e legado", ministrado pelo departamento de Letras da universidade, aborda toda a história, evolução artística e influência cultural e midiática do conjunto na sociedade pós-moderna. “Pretendemos cobrir toda a história dos Beatles, através dos discos e músicas mais relevantes, utilizando de clipes a trechos de filmes e aproximando o grupo da história do seu tempo. Além da história, vamos entender a filosofia do grupo inglês e, por exemplo, como a banda influenciou o movimento tropicalista aqui no Brasil”, explica o doutor em Literatura Brasileira pela PUC, pós-doutor pela Universidad de Salamanca, na Espanha, e coordenador do curso, o professor Júlio Diniz.

A ideia da especialização surgiu depois que  Eduardo Brocchi, professor de Engenharia na PUC e beatlemaníaco confesso, descobriu que a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, tem um mestrado sobre o quarteto. “Eu e alguns amigos ficamos com vontade de fazer, mas o curso demora quatro anos. Então, pensamos: temos que fazer isso aqui no Brasil!”, disse ele, que tem mais de 400 livros sobre o Fab Four e uma coleção de apetrechos raros como CDs, vinis etc.

São sete professores com as profissões mais distintas. Tem filósofo, jornalista e até dentista. Todos usando o seu connhecimento adquirido em livros, viagens e pesquisas sobre o quarteto de Liverpool. “Somos aficionados pelo universo dos quatro músicos mais importantes da segunda metade do século passado”, afirma o professor Luis Otávio Pinheiro, que também é titular no curso de Engenharia da PUC.

De beatlemaníacos a alunos

A primeira turma do curso "Beatles: história, arte e legado" é formado por 25 pessoas, com idades entre 19 e 61 anos. A jornalista Maria Estrella, de 43 anos, tem orgulho de dizer que foi a primeira inscrita. “Liguei todas as semanas para cá para saber quando começariam as inscrições. Sou beatlemaníaca e, por mais que saiba grande parte da história deles, sempre há algo novo para aprender”, diz.

A contadora Vera Nunes, de 57 anos, mora em Volta Redonda. Mas é tão fã de Beatles que gasta de duas a três horas para ir à Gávea, assistir às aulas do curso de extensão. Mas essa não é o primeiro sinal de devoção dela. Além de ter ido para Liverpool e rodado o Brasil atrás de Paul McCartney, ela batizou a filha dela com o nome de Maurine, primeira mulher do baterista Ringo Starr. “As aulas são uma boa oportunidade para conhecer outros apaixonados como eu e trocar experiências e conhecimento”. 
Foto: George Magaraia
O engenheiro e professor do curso Luis Otávio Pinheiro utiliza seu violão para mostrar acordes importantes na história do Fab Four


A estudante do primeiro período de psicologia Theodora França, de apenas 19 anos, é a mascote da turma. “Por incrível que pareça, não comecei a gostar de Beatles por causa dos meus pais. Acho que eles começaram a escutar por minha causa”, conta ela, que acrescenta: “Como ainda não trabalho, são eles que estão pagando o meu curso. Mas tive que explicar que era importante para mim. Nunca é demais se aprofundar em algo que você já ama”, disse.

Outro aluno, o médico Rodrigo Toledo, de 37 anos, é fã de Beatles desde criancinha. Colecionador de material relativo à banda ele toca anualmente com sua banda cover Blue Beatles na International Beatle Week Festival, em Liverpool. “Geralmente, temos uma lembrança não agradável da sala de aula, com provas e testes. Nunca pensei estudar ídolos meus em uma faculdade. Para mim isso é um hobby, não é uma aula”.

“O sucesso abre portas para estudarmos outros ícones importantes da nossa cultura. A bossa nova, por exemplo, está um tanto quanto esquecida aqui no país. No entanto, lá fora, as pessoas são apaixonadas. Podemos fazer esse resgate”, analisa Diniz. A lista de espera para o curso "Beatles: história, arte e legado" já tem 13 nomes, o que pode resultar numa segunda turma, no segundo semestre. Cada aluno terá que desembolsar R$ 1.860 por 12 aulas.
É bom lembrar que os Beatles também criticaram escola e professores, como na música "Getting Better", composta por Paul McCartney. Mas esse curso, com certeza, eles aprovariam.

     
Vera Nunes é tão beatlemaníaca que colocou na sua filha o nome da primeira mulher de Ringo Starr - Foto: George Magaraia



PvhCAOS - Yeah yeah yeah

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mostra Lévi-Strauss



Mostra em Paris traz fotos inéditas de Lévi-Strauss sobre o Brasil

Cerca de 3.000 fotografias de tribos indígenas foram feitas no Paraná e Mato Grosso entre 1935 e 1939



Acontece em Paris, na galeria Defacto, a exposição “Mundos Perdidos”, que traz uma coleção de fotografias do antropólogo Claude Lévi-Strauss – parte delas inéditas.
Os registros fotográficos são de 1935 a 1939, quando Lévi-Strauss dedicou-se a documentar os povos indígenas brasileiros durante expedições aos Estados do Paraná e Mato Grosso. Parte delas foi conservada pela família e, outra parte, doada por Lévi-Strauss para o museu Quai Branly, em Paris – destas últimas, 245 são inéditas. Elas apresentam um retrato do desaparecimento gradual dos povos indígenas sob a influência da cultura urbana. O antropólogo registrou com sua Leica as tribos Bororo, Caduveo, Nambikwara e Kaingang, adquirindo um material de aproximadamente 3.000 fotografias.
A mostra, que vai até o dia 27 de abril, tem entrada gratuita.


Fonte: revistacult.uol.com.br


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Batendo Forte no Tabu


Filme que discute a descriminalização das drogas recruta políticos de peso e reabre o debate sobre a questão






O debate sobre as drogas tem tudo para ganhar fôlego no país neste mês, com a estreia do documentário Quebrando o Tabu, dirigido por Fernando Grostein Andrade e que tem como protagonista e principal apoiador o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC começou a falar publicamente sobre o tema a partir de 2008. Ele defendeu a descriminalização do uso da maconha em palestras, congressos e em entrevistas para a imprensa nacional. Sua posição deve receber uma projeção bem maior agora com a distribuição do filme em diversas salas pelo Brasil e a esperada repercussão midiática em cima do lançamento.

O timing é bom. No fim de maio, ocorreram várias Marchas da Maconha pelo Brasil. A de São Paulo foi a que mais repercutiu: proibida judicialmente, seguiu em frente após os organizadores acordarem com a PM que seria reclassificada como ato pela liberdade de expressão e que símbolos referentes à maconha não seriam usados. Mesmo assim, acabou duramente reprimida pela polícia, que usou bombas e balas de borracha e chegou a agredir jornalistas que cobriam o evento. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, condenou a ação policial. A PM e a Guarda Civil Metropolitana prometeram apurar.

Em abril, repercutiu no noticiário a posição pró-descriminalização do deputado federal Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, embora não fosse exatamente novidade. Em 2009, quando foi nomeado interlocutor do governo para revisão da lei sobre drogas, Teixeira defendia "que o Brasil também faça a descriminalização do uso e do porte para consumo próprio". Enquanto isso, em Porto Alegre, o governador e também petista Tarso Genro declarava: "Nunca vi ninguém matar por ter fumado maconha". No mesmo mês, manchetes do noticiário nacional soaram o alarme para uma droga até então pouco conhecida dos brasileiros, o oxi ou oxidado, variante mais forte do crack e de preço ainda mais barato.



Segundo a lei 11.343, em vigor desde agosto de 2006, o uso de qualquer entorpecente no Brasil ainda é crime. A principal mudança que a lei apresentou em relação à legislação anterior era que usuários e dependentes teriam tratamento diferente do traficante. "Adquirir, guardar, ter em depósito, transportar ou trazer consigo drogas para consumo pessoal", sem autorização legal, permaneceram passíveis de punição - mas através de medidas sócio-educativas e não mais de detenção, como era antes. Apesar desse abrandamento, a lei brasileira ainda é mais severa que a de outros países latino-americanos, que deixaram de punir a posse de quantidades consideradas de uso pessoal.

Em 2009, o México descriminalizou a posse de pequenas quantidades de todas as drogas, incluindo ecstasy, cocaína e heroína. A Colômbia também permite a posse de pequenas quantidades de todas as drogas (a de maconha é de 20 gramas). Há dois anos, a Argentina seguiu caminho semelhante, com uma corte federal argumentando que a punição de usuários "criava uma avalanche de casos judiciais cujo alvo era os consumidores e que não atingia os traficantes". E, neste ano, o Uruguai aprovou a regulamentação do uso e plantio da maconha. Até oito plantas de cannabis por "agregado familiar" serão permitidas.

Três anos atrás, FHC - ao lado dos ex-presidentes da Colômbia (Cesar Gavíria) e Ernesto Zedillo (México) e de 18 personalidades de vários países, como o vice- -presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, os escritores Paulo Coelho e Mario Vargas Llosa e o general Alberto Cardoso - participou do lançamento da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Conforme descrito em seu site oficial, a Comissão nasceu com o objetivo de "avaliar a eficácia e o impacto das políticas de combate às drogas e formular recomendações para políticas mais eficientes, seguras e humanas".




Entre estas recomendações, de acordo com o documento intitulado "Rumo a uma Mudança de Paradigma", está "avaliar, com um enfoque de saúde pública e fazendo uso da ciência médica mais avançada, a conveniência de descriminalizar a posse de maconha para consumo pessoal". Outra recomendação do documento é "transformar os dependentes de compradores de drogas no mercado ilegal em pacientes do sistema de saúde".

A criação da comissão inspirou outro Fernando, o Grostein Andrade, diretor de clipes e do documentário Coração Vagabundo (com Caetano Veloso). Andrade guardava na gaveta o projeto de um filme sobre a questão das drogas, inspirado por situações que presenciou nos coffee shops de Amsterdã e na favela da Rocinha. "Toda vez que falava com pessoas sobre fazer o filme, me olhavam com cara desconfiada, como se estivesse querendo fazer apologia da maconha", conta o diretor. "Um dia vi no Jornal Nacional o William Bonner anunciando a criação da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Uma de suas conclusões era a de que a guerra às drogas tinha fracassado. Falavam em 'avaliar a conveniência de descriminalizar o uso da maconha'. Falavam em dar ênfase à saúde e ao tratamento, não apenas na repressão, na erradicação pela via militar. Fiquei fascinado com essas ideias." Estava ali o fio condutor do filme. "Pensei: 'Taí o personagem que pode fazer esse filme ser viável. Ele tem a credibilidade para tratar disso sem que seja um tema de gueto, tabu, sem fazer apologia ao uso de drogas'". Ele conta que conseguiu uma reunião com o ex-presidente, que de cara abraçou o projeto. Há dois anos, a dupla começou a realização do documentário. O nome de FHC aparece nos créditos como coautor do argumento.

Quebrando o Tabu traz entrevistas com personalidades de diversas áreas, como o já citado Paulo Coelho, o médico Drauzio Varella, a ex-presidente da Suíça Ruth Dreifuss e os ex-presidentes norte-americanos Jimmy Carter e Bill Clinton. Além disso, o filme é produzido por uma estrela global, Luciano Huck, irmão de Andrade. Mas o filme sai a campo também. A equipe falou com traficantes no gueto de Baltimore, nos Estados Unidos, visitou favelas brasileiras, esteve com viciados na Holanda e entrou na selva colombiana para mostrar um campo de papoula das Farc.






CONVERSA DIRETA Drauzio Varella e FHC debatem em frente à câmera


Apesar de FHC já ter deixado claro que sempre que opina sobre esse tema não o faz como líder político, e sim como intelectual, a reverberação na área política será inevitável. Tanto que um dos pedidos do ex-presidente, segundo Andrade, foi para que fosse "um filme de tema, não de personagem". Fez parte da estratégia também lançá-lo em um ano não eleitoral. "Tivemos esse cuidado, primeiro para mostrar que não tem nada a ver, porque Fernando Henrique tem 80 anos e não é mais candidato. E durante a eleição existe também uma tendência de 'emburrecimento' coletivo, todo mundo com medo de falar do assunto. É um ambiente muito improdutivo para conclusões, para o debate", explica o cineasta.


Para Bruno Covas, secretário de meio ambiente do Estado de São Paulo e ex-presidente nacional da juventude tucana, a presença de um dos ícones do seu partido no filme não dá "motivo para polêmica". Por e-mail, ele diz que a participação de FHC, "assim como a dos demais ex-presidentes norte-americanos, foi responsável e criteriosa. No entanto, se causar polêmica, também será positivo, pois chamará a atenção que o assunto merece". Covas garante que o filme foi recebido "positivamente" no PSDB. "O assunto precisa ser debatido. É preciso buscar alternativas e a melhor forma é falando sobre o assunto, tocando na ferida."

Outro indicativo de que Quebrando o Tabu não deve ser mal recebido no tucanato paulista é uma entrevista dada por Alckmin à Record News, em 24 de maio: o governador, que um dia antes havia condenado a repressão policial contra a Marcha da Maconha, foi mais longe e criticou a própria decisão judicial que proibiu a manifestação.

A opinião de Covas harmoniza com as palavras do deputado Paulo Teixeira, do PT. Ele avalia a participação de FHC no documentário como "saudável", acrescentando que "o debate a respeito da política brasileira sobre drogas deve envolver todas as forças políticas e vertentes de pensamento da sociedade". Teixeira chama a atenção para o efeito que as leis atuais têm sobre a segurança pública: "Na minha visão, a política exclusiva de repressão ao tráfico e ao usuário não tem surtido efeito. A população carcerária segue aumentando, principalmente de réus primários, e, do ponto de vista da segurança pública, perdemos foco no combate aos grandes criminosos". E completa: "O cenário que milhões de pais, como eu, temem - de drogas sendo oferecidas a seus filhos na esquina - já existe. Não é uma possibilidade futura. Hoje, é mais fácil um jovem comprar maconha do que um antibiótico. A regulação pelo Estado, do consumo de qualquer substância, poderá ajudar a conter seu uso".


PvhCAOS - Legalize Já...Uma erva natural não pode te prejudicar

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DIMARCO NA BILLBOARD BRASIL

dale dale rondônia! Parabéns a banda de Ji-paraná, que teve merecido reconhecimento na revista BILLBOARD BRASIL... oooolhem.....olhem pra rondônia que aqui tem coisa boa!

domingo, 20 de setembro de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Intro Web Rádio Porto Velho Cultura Arte Organizando Social


A Web rádio que surgiu para dar espaço ao novo, alternativo e autêntico.


Tornou o conjunto cultural mais acessível e integrou a Arte com eventos entre outras manifestações. A web rádio rock, sendo a primeira da capital, aproximando fronteiras, iniciou suas atividades no Estado do Acre, em Rio Branco, no Festival Varadouro, sendo pioneira na transmissão ao vivo. Também foi convidada posteriormente, para participar do evento de fim de ano na mesma cidade, o evento com o nome de feliz metal, aproximou os adeptos do heavy metal.


Veio o Carnaval 2009 e lá estava a PVHCAOS, organizando o seu primeiro evento, na praça de porto velho, a terça de brasas, já que a quarta (feira) é de cinzas.


Esse é só um exemplo. Isso é o que a PVHCAOS fez, e mais vem por aí.




Porto Velho C.A.O.S.

Só Papo Cast

Convidado de Hoje Marcinho                                                                                                                  ...