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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Capitalismo Conectado

'Queremos tornar o mundo mais aberto e conectado', diz Zuckerberg

Fundador do Facebook enviou carta a possíveis investidores da empresa.
Leia a íntegra do documento enviado por Zuckerberg.


Mark Zuckeberg, o fundador do Facebook de apenas 27 anos, anexou uma carta pessoal aos documentos enviados aos órgãos reguladores para que a rede social possa começar a vender ações na Bolsa de Nova York. Na noite de quarta-feira (1º), o Facebook enviou o pedir de IPO (oferta inicial de ações, da sigla em inglês) dizendo que espera arrecadar US$ 5 bilhões.

 

 

"Originalmente, o Facebook não foi criado para ser uma empresa. Ele foi construído para realizar uma missão social: tornar o mundo mais aberto e conectado.
Nós achamos que é importante que todos os que querem investir no Facebook entendam o que essa missão significa para nós, como tomamos decisões ou porque fazemos o que fazemos. Vou tentar destacar essa abordagem nesta carta.
No Facebook, somos inspirados por tecnologias que revolucionaram as maneiras com as quais as pessoas compartilham e consomem informação. Frequentemente, falamos sobre invenções como a imprensa ou a televisão –ao comunicação mais eficiente, elas levaram à transformação completa de muitas partes da sociedade. Elas deram voz às pessoas. Elas encorajaram o progresso. Elas mudaram os meios com os quais a sociedade se organiza. Elas nos aproximaram.
Hoje, nossa sociedade chegou a outro ponto de ruptura. Vivemos em um momento em que a maioria das pessoas no mundo tem acesso à internet ou a celulares –as ferramentas básicas necessárias para começar a compartilhar o que estão pensando, sentindo ou fazendo. O Facebook quer construir serviços que dão às pessoas o poder de compartilhar e ajudá-las a transformar o centro das nossas instituições e indústrias.
Existe grande necessidade e oportunidade de conectar todas as pessoas do mundo, dar a todos uma voz e ajudar a transformar a sociedade do futuro. Não há precedentes para a escala da tecnologia e a infraestrutura que devem ser construídas e acreditamos que esse é o problema mais importante no qual devemos nos focar.
Esperamos fortalecer a maneira com a qual as pessoas se relacionam
Mesmo que a nossa missão pareça grande, ela é pequena –está no relacionamento de duas pessoas.
As relações pessoais são a unidade fundamental da nossa sociedade. As relações são os meios com os quais nós descobrimos novas ideias, entendemos o mundo e, em última instância, conseguimos a felicidade.
No Facebook, construímos ferramentas para ajudar pessoas a se conectar para compartilhar o que querem e, ao fazer isso, estamos aumentando a capacidade delas de criar e manter relações.
Um compartilhamento maior cria uma cultura mais aberta e leva a um entendimento melhor da vida e da perspectiva dos outros. Acreditamos que isso cria um grande número de fortes relações e ajuda para que as pessoas sejam expostas a perspectivas novas e mais diversas.
Ao ajudar as pessoas a fazer essas conexões, esperamos mudar o jeito com o qual elas espalham e consomem informação. Acreditamos que a informação do mundo deve lembrar o ‘social graph’ –uma rede construída de ponto em ponto, e não com um centro único, como existe agora. Também pensamos que dar às pessoas o controle sobre o que elas compartilham é um princípio fundamental nessa mudança.
Já ajudamos mais de 800 milhões de pessoas a mapear mais de 100 bilhões de relações até agora. Nosso objetivo é acelerar esse processo.
 
Nós esperamos melhor como as pessoas se conectam a negócios
Acreditamos que um mundo mais aberto e conectado ajudará a criar uma economia mais forte
Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook
Acreditamos que um mundo mais aberto e conectado ajudará a criar uma economia mais forte, com negócios mais autênticos e que constroem melhores produtos e serviços.
Compartilhando mais, as pessoas têm acesso a diferentes opiniões de quem elas confiam sobre produtos e serviços. Isso torna mais fácil a descoberta de novos produtos e melhora a qualidade e eficiência de nossas vidas.
Ao focar nossa missão na construção de um serviço ótimo, acreditamos que vamos criar valor para nossos acionistas e parceiros a longo prazo –em retorno, isso permitirá que continuemos atraindo as melhores pessoas para trabalhar nos produtos. Não acordamos de manhã com o objetivo principal de ganhar dinheiro, mas entendemos que o melhor jeito de realizarmos nossa missão é construir uma empresa valiosa e forte.
Também é assim que pensamos no nosso IPO. Nós vamos fazer uma oferta pública para nossos funcionários e investidores. Ao nos tornar uma empresa pública, estamos nos comprometendo com nossos novos investidores e vamos trabalhar para honrar isso.
 
O "Jeito Hacker"
Como parte da construção de uma empresa forte, trabalhamos duro para manter o Facebook o melhor lugar para que pessoas brilhantes impactem sobre o mundo e aprendam com outras pessoas brilhantes. Nós cultivamos uma cultura única e uma abordagem de gerenciamento que chamamos de “Jeito Hacker”.
A palavra hacker tem uma conotação negativa injusta, por eles serem retratada na mídia como pessoas que invadem computadores. Na verdade, hackear significa apenas construir algo rapidamente e testar os limites do que pode ser feito. Como na maioria das coisas, isso pode ser usado para o bem ou para o mal, mas a maioria dos hackers que conheci tendem a ser idealistas que querem ter um impacto positivo no mundo.
O Jeito Hacker é uma abordagem que envolve melhora contínua. Os hackers acreditam que algo sempre pode ser melhor e que nada nunca está completo.
Os hackers tentam construir os melhores serviços a longo prazo ao lançar rapidamente novos produtos e aprender, ao invés de querer fazer tudo certo de uma vez só. Para dar suporte a isso, construímos um quadro para testes que pode ter várias versões do Facebook de uma só vez. Temos as palavras “Feito é melhor do que perfeito” pintadas em nossas paredes para nos lembrar de sempre continuar lançando novos serviços.
Hackear também é uma disciplina ativa. No lugar de debater por dias sobre se uma nova ideia é possível e qual o melhor jeito de fazer algo, os hackers apenas fazem um protótipo e veem como ele funciona. Existe um mantra hacker que você ouvirá nos corredores do Facebook: “O código ganha argumentos.”
A cultura hacker também é extremamente aberta e meritocrática. Os hackers acreditam que as melhores ideia e implementação sempre devem ganhar –não a pessoa que fez o melhor lobby pela ideia ou quem gerencia mais gente.
Para encorajar essa abordagem, a cada alguns meses, temos uma hackatona (uma espécie de maratona hacker), onde todos constroem protótipos com as novas ideias que têm. No final, o time se junta para olhar tudo o que foi produzido. Muitos dos nossos produtos de sucesso vieram dessas “maratonas”, incluindo a Timeline, o bate-papo, o vídeo e outros projetos importantes de infraestrutura.
Para nos certificar de que nossos engenheiros compartilhar dessa ideia, nós pedimos que eles passem por um programa em que aprendem a base do nosso código, nossas ferramentas e nossa abordagem. Existem muitos caras na indústria que gerenciam engenheiros e não sabem produzir código.
Os exemplos acima são todos relacionados à engenharia, mas separamos nossos princípios em cinco valores principais:
 
Foco no impacto
Se queremos tem o maior impacto, o melhor jeito de fazer isso é nos certificando de que sempre estamos focados na solução de problemas importantes. Parece simples, mas nós pensamos que a maioria das companhias não fazem isso direito e perdem muito tempo. Nós esperamos que todos no Facebook encontrem problemas sobre os quais trabalhar.
 
Seja rápido
A rapidez permite que possamos construir mais serviços e aprender mais rápido. Apesar disso, algumas empresas diminuem seu ritmo ao crescer, porque tem mais medo de cometer erros do que perder oportunidades. Nós temos um ditado: “Seja rápido e quebre as coisas.” A ideia é que, se você nunca quebrar ninguém, você provavelmente não está se mexendo na velocidade rápida o suficiente.
 
Seja corajoso
Construir coisas brilhantes significa enfrentar riscos
Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook
Construir coisas brilhantes significa enfrentar riscos. Isso pode ser assustador e previne que a maioria das companhias façam as coisas corajosas que deveriam fazer. Apesar disso, em um mundo que está mudando tão rápido, você tem a garantia de falhar se não se arriscar. Temos outro dito aqui: “A coisa mais arriscada que você pode fazer é não se arriscar.” Encorajamos todos a tomar decisões corajosas, mesmo que isso signifique um erro às vezes.
 
Seja aberto
Acreditamos que um mundo mais aberto será melhor porque pessoas com mais informação podem tomar melhores decisões e ter um melhor impacto.
Esse objetivo também funciona para a companhia. Trabalhamos duro para garantir que todos do Facebook tenham acesso a maior quantidade de informações possíveis sobre cada parte da empresa, para que possam tomar melhores decisões.
 
Crie valor social
Mais uma vez, o Facebook existe para tornar o mundo mais aberto e conectado, e não apenas para criar uma empresa. Esperamos que todos no Facebook foquem sua rotina em criar um valor real para o mundo a partir do que fazemos.
Obrigada por separar um tempo para ler essa carta. Acreditamos que temos uma oportunidade de ter um impacto importante no mundo e construir uma empresa duradora nesse processo. Espero que possamos construir algo juntos.
Mark Zuckerberg"

 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Batendo Forte no Tabu


Filme que discute a descriminalização das drogas recruta políticos de peso e reabre o debate sobre a questão






O debate sobre as drogas tem tudo para ganhar fôlego no país neste mês, com a estreia do documentário Quebrando o Tabu, dirigido por Fernando Grostein Andrade e que tem como protagonista e principal apoiador o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC começou a falar publicamente sobre o tema a partir de 2008. Ele defendeu a descriminalização do uso da maconha em palestras, congressos e em entrevistas para a imprensa nacional. Sua posição deve receber uma projeção bem maior agora com a distribuição do filme em diversas salas pelo Brasil e a esperada repercussão midiática em cima do lançamento.

O timing é bom. No fim de maio, ocorreram várias Marchas da Maconha pelo Brasil. A de São Paulo foi a que mais repercutiu: proibida judicialmente, seguiu em frente após os organizadores acordarem com a PM que seria reclassificada como ato pela liberdade de expressão e que símbolos referentes à maconha não seriam usados. Mesmo assim, acabou duramente reprimida pela polícia, que usou bombas e balas de borracha e chegou a agredir jornalistas que cobriam o evento. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, condenou a ação policial. A PM e a Guarda Civil Metropolitana prometeram apurar.

Em abril, repercutiu no noticiário a posição pró-descriminalização do deputado federal Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, embora não fosse exatamente novidade. Em 2009, quando foi nomeado interlocutor do governo para revisão da lei sobre drogas, Teixeira defendia "que o Brasil também faça a descriminalização do uso e do porte para consumo próprio". Enquanto isso, em Porto Alegre, o governador e também petista Tarso Genro declarava: "Nunca vi ninguém matar por ter fumado maconha". No mesmo mês, manchetes do noticiário nacional soaram o alarme para uma droga até então pouco conhecida dos brasileiros, o oxi ou oxidado, variante mais forte do crack e de preço ainda mais barato.



Segundo a lei 11.343, em vigor desde agosto de 2006, o uso de qualquer entorpecente no Brasil ainda é crime. A principal mudança que a lei apresentou em relação à legislação anterior era que usuários e dependentes teriam tratamento diferente do traficante. "Adquirir, guardar, ter em depósito, transportar ou trazer consigo drogas para consumo pessoal", sem autorização legal, permaneceram passíveis de punição - mas através de medidas sócio-educativas e não mais de detenção, como era antes. Apesar desse abrandamento, a lei brasileira ainda é mais severa que a de outros países latino-americanos, que deixaram de punir a posse de quantidades consideradas de uso pessoal.

Em 2009, o México descriminalizou a posse de pequenas quantidades de todas as drogas, incluindo ecstasy, cocaína e heroína. A Colômbia também permite a posse de pequenas quantidades de todas as drogas (a de maconha é de 20 gramas). Há dois anos, a Argentina seguiu caminho semelhante, com uma corte federal argumentando que a punição de usuários "criava uma avalanche de casos judiciais cujo alvo era os consumidores e que não atingia os traficantes". E, neste ano, o Uruguai aprovou a regulamentação do uso e plantio da maconha. Até oito plantas de cannabis por "agregado familiar" serão permitidas.

Três anos atrás, FHC - ao lado dos ex-presidentes da Colômbia (Cesar Gavíria) e Ernesto Zedillo (México) e de 18 personalidades de vários países, como o vice- -presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, os escritores Paulo Coelho e Mario Vargas Llosa e o general Alberto Cardoso - participou do lançamento da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Conforme descrito em seu site oficial, a Comissão nasceu com o objetivo de "avaliar a eficácia e o impacto das políticas de combate às drogas e formular recomendações para políticas mais eficientes, seguras e humanas".




Entre estas recomendações, de acordo com o documento intitulado "Rumo a uma Mudança de Paradigma", está "avaliar, com um enfoque de saúde pública e fazendo uso da ciência médica mais avançada, a conveniência de descriminalizar a posse de maconha para consumo pessoal". Outra recomendação do documento é "transformar os dependentes de compradores de drogas no mercado ilegal em pacientes do sistema de saúde".

A criação da comissão inspirou outro Fernando, o Grostein Andrade, diretor de clipes e do documentário Coração Vagabundo (com Caetano Veloso). Andrade guardava na gaveta o projeto de um filme sobre a questão das drogas, inspirado por situações que presenciou nos coffee shops de Amsterdã e na favela da Rocinha. "Toda vez que falava com pessoas sobre fazer o filme, me olhavam com cara desconfiada, como se estivesse querendo fazer apologia da maconha", conta o diretor. "Um dia vi no Jornal Nacional o William Bonner anunciando a criação da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Uma de suas conclusões era a de que a guerra às drogas tinha fracassado. Falavam em 'avaliar a conveniência de descriminalizar o uso da maconha'. Falavam em dar ênfase à saúde e ao tratamento, não apenas na repressão, na erradicação pela via militar. Fiquei fascinado com essas ideias." Estava ali o fio condutor do filme. "Pensei: 'Taí o personagem que pode fazer esse filme ser viável. Ele tem a credibilidade para tratar disso sem que seja um tema de gueto, tabu, sem fazer apologia ao uso de drogas'". Ele conta que conseguiu uma reunião com o ex-presidente, que de cara abraçou o projeto. Há dois anos, a dupla começou a realização do documentário. O nome de FHC aparece nos créditos como coautor do argumento.

Quebrando o Tabu traz entrevistas com personalidades de diversas áreas, como o já citado Paulo Coelho, o médico Drauzio Varella, a ex-presidente da Suíça Ruth Dreifuss e os ex-presidentes norte-americanos Jimmy Carter e Bill Clinton. Além disso, o filme é produzido por uma estrela global, Luciano Huck, irmão de Andrade. Mas o filme sai a campo também. A equipe falou com traficantes no gueto de Baltimore, nos Estados Unidos, visitou favelas brasileiras, esteve com viciados na Holanda e entrou na selva colombiana para mostrar um campo de papoula das Farc.






CONVERSA DIRETA Drauzio Varella e FHC debatem em frente à câmera


Apesar de FHC já ter deixado claro que sempre que opina sobre esse tema não o faz como líder político, e sim como intelectual, a reverberação na área política será inevitável. Tanto que um dos pedidos do ex-presidente, segundo Andrade, foi para que fosse "um filme de tema, não de personagem". Fez parte da estratégia também lançá-lo em um ano não eleitoral. "Tivemos esse cuidado, primeiro para mostrar que não tem nada a ver, porque Fernando Henrique tem 80 anos e não é mais candidato. E durante a eleição existe também uma tendência de 'emburrecimento' coletivo, todo mundo com medo de falar do assunto. É um ambiente muito improdutivo para conclusões, para o debate", explica o cineasta.


Para Bruno Covas, secretário de meio ambiente do Estado de São Paulo e ex-presidente nacional da juventude tucana, a presença de um dos ícones do seu partido no filme não dá "motivo para polêmica". Por e-mail, ele diz que a participação de FHC, "assim como a dos demais ex-presidentes norte-americanos, foi responsável e criteriosa. No entanto, se causar polêmica, também será positivo, pois chamará a atenção que o assunto merece". Covas garante que o filme foi recebido "positivamente" no PSDB. "O assunto precisa ser debatido. É preciso buscar alternativas e a melhor forma é falando sobre o assunto, tocando na ferida."

Outro indicativo de que Quebrando o Tabu não deve ser mal recebido no tucanato paulista é uma entrevista dada por Alckmin à Record News, em 24 de maio: o governador, que um dia antes havia condenado a repressão policial contra a Marcha da Maconha, foi mais longe e criticou a própria decisão judicial que proibiu a manifestação.

A opinião de Covas harmoniza com as palavras do deputado Paulo Teixeira, do PT. Ele avalia a participação de FHC no documentário como "saudável", acrescentando que "o debate a respeito da política brasileira sobre drogas deve envolver todas as forças políticas e vertentes de pensamento da sociedade". Teixeira chama a atenção para o efeito que as leis atuais têm sobre a segurança pública: "Na minha visão, a política exclusiva de repressão ao tráfico e ao usuário não tem surtido efeito. A população carcerária segue aumentando, principalmente de réus primários, e, do ponto de vista da segurança pública, perdemos foco no combate aos grandes criminosos". E completa: "O cenário que milhões de pais, como eu, temem - de drogas sendo oferecidas a seus filhos na esquina - já existe. Não é uma possibilidade futura. Hoje, é mais fácil um jovem comprar maconha do que um antibiótico. A regulação pelo Estado, do consumo de qualquer substância, poderá ajudar a conter seu uso".


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