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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Banda Nitro lança seu novo álbum “Pés no Chão”

Redação rondoniaovivo.com

Banda Nitro lança trabalho novo com diversas parcerias.



A Banda Nitro dá mais um passo na sua história, lançou o mais novo trabalho da banda em todas as plataformas digitais. O novo álbum “Pés no Chão” foi gravado, mixado e masterizado no estúdio Onda Amazônica, é assinado pela própria banda e pelo produtor Tullio Nunes.

Este projeto conta com as participações especiais do Egypcio, do Tihuana, no single “Pega pelo Rabo”, da Ana Lu, na faixa “Onde eu Errei”, do Áquilas Bera da Quilomboclada, na música “O menino”, e do Criston Lucas da Versalle, em “Pés no Chão”.

Esse novo trabalho é composto por doze músicas autorais inéditas, composições que ficam por conta do Dênis Carvalho. “Gostei muito do resultado do novo álbum, um trabalho coeso e maduro”, disse. “Na verdade, mais um desafio que esse projeto me traz, uma grande responsabilidade. Além de continuar como o compositor principal e tocar baixo, ainda me tornar o front man, assumindo os vocais... Tenho certeza que todos vão se identificar e curtir muito”, comenta.

Um álbum orgânico, sólido, com pegadas marcantes, letras fortes e guitarra nervosas do novo membro, Lucas Souza, que oxigena o nosso time. Rodrigo Erse “Rods”, que é o baterista desde o início da Nitro, juntamente com o Dênis, comenta: “A cada entrada em estúdio vejo a evolução da banda nesses anos de estrada, foram alguns anos amadurecendo as ideias”, disse Rods.

“Esse trabalho foi feito com muito carinho e cuidado, é um trabalho que temos certeza que as pessoas vão absorver muitas mensagens positivas, que é o principal objetivo do nosso trabalho”, finaliza Lucas Souza, o novo guitarrista.

“Agradecemos a Deus, pela realização de mais um projeto da Nitro! ‘Pés no Chão’ vai marcar a história de Rondônia. Agradecemos muito aos nossos fãs, que sempre estiveram dando apoio, e nos estimulando a nos mantermos em pé. E agradecemos, as nossas famílias, que são nosso esteio e base”, finaliza Dênis.

O álbum Pés no Chão já está disponível em todas as plataformas digitais. E o lançamento oficial, é dia 29 de junho, a partir das 21h, no Pub Grego Original. Para você curtir esta festa clique aqui e participe da promoção!

Álbum Pés no Chão – Nitro
Faixa 01 - Armados
Faixa 02 - Homens de Gravata
Faixa 03 - Saiu no Jornal
Faixa 04 - O Menino
Faixa 05 - Carta a um Suicida
Faixa 06 - Pega pelo Rabo
Faixa 07 - Ei Irmão
Faixa 08 - Pés no Chão
Faixa 09 - Bomba
Faixa 10 - Eu Sabia
Faixa 11 - Onde eu Errei
Faixa 12 - Papo Furado

Banda:
Denis Carvalho  – Baixo e vocal
Lucas Souza – Guitarra
Rodrigo Erse (Rods) -  Bateria

Ficha técnica
Pré-produção: Nitro  e Rod’s Studio
Produção: Nitro e Túlio Nunes
Gravação, Mixagem e masterização: Estúdio Onda Amazônica

Comunicação visual: Badran Publicidade

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Livro reúne ensaios sobre história social do humor

Jornal da USP

Livro reúne ensaios sobre história social do humor


Em nova obra, o professor Elias Thomé Saliba, da USP, analisa diferentes aspectos do riso ao longo da história
Por  - Editorias: Cultura

Imagens da revista Krokodil, que circulou na antiga União Soviética de 1922 a 1991 e é tema de um dos ensaios publicados no novo livro do professor Elias Thomé Saliba – Fotos: Reprodução



Cativar, ironizar, satirizar, criticar, zombar, desmoralizar – ou simplesmente matar o tédio. O humor é considerado um setor secundário em relação à história cultural, mas agora ganha status de protagonista no livro do historiador e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP Elias Thomé Saliba, que acaba de ser lançado: Crocodilos, Satíricos e Humoristas Involuntários – Ensaios de História Cultural do Humor.
Na obra, o autor reúne ensaios inéditos que convidam o leitor para uma divertida “aula culinária” – como ele mesmo compara, dizendo que é muito mais fácil fornecer a receita do que fazer o bolo –, numa cozinha ainda experimental sobre estudos humorísticos. “Sem a pretensão – por si mesma, risível – de fornecer uma resposta completa que seria viável apenas depois de um balanço provisório das inúmeras pesquisas neste campo, diríamos que a história cultural do humor seguiu aquele mesmo receituário da sua irmã maior: uma subjetividade epistemológica combinada e controlada com uma rigorosa objetividade metodológica”, afirma Saliba na introdução do livro.
O volume é uma publicação da Editora Intermeios e integra a Coleção Entr(H)istória, responsável por publicar títulos de professores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da FFLCH (leia mais aqui).

E você chama isto de vida?

Segundo Saliba, “são pequenos estudos humorísticos que, embora  fortemente calcados em pesquisas realizadas há vários anos, apresentam-se mais como interrogações – também explícitas nos títulos interrogativos dos capítulos – que buscam, mais do que definir algumas fronteiras para uma história cultural do humor, encarar de frente o desafio do intérprete em lidar com fontes bastante diversas e fragmentadas”.
“E você chama isto de vida? O riso do Krokodil e as dimensões controversas do humor soviético” é título do primeiro ensaio, que aborda a revista Krokodil. Como conta Saliba, ao contrário do que se pensa, o nome não vinha do famoso conto satírico, inconcluso, de Dostoiévski, mas de uma historieta infantil russa. Há ainda outra versão, dada por um dos primeiros cartunistas da revista, que dizia que o crocodilo revelava a natureza intransigente da sátira soviética e serviria “para devorar tudo aquilo que impeça o nosso movimento em direção do comunismo”.
Artigos publicados em A Banana, que se autointitulava “semanário amorístico de notícias falsas e ideias incoerentes” – Foto: Reprodução
Com humor semioficial, a publicação circulou na União Soviética desde 1922, congregando muitos humoristas e artistas russos, por um longo período que vai até 1991, mas com muitas interrupções. E agora só é analisada, “porque nas últimas duas décadas houve uma (lenta) liberação dos arquivos soviéticos e um (mais lento ainda) acesso dos pesquisadores a essa enorme documentação”, explica Saliba.
O segundo ensaio, “Por que ninguém quer ser humorista? Sérgio Buarque dos Países Baixos e o corredor de humor no modernismo brasileiro”, traz duas crônicas assinadas com o pseudônimo de Sérgio Buarque dos Países Baixos. Elas foram publicadas em 1923, no semanário carioca A Banana. A primeira, intitulada Desilusão, narra as aventuras jocosas de um amante enganado e Alerta, banqueiros!faz troça das manias especulativas de um investidor financista, ironicamente chamado Klaxon – referência a uma das primeiras revistas modernistas brasileiras.
“As crônicas foram descobertas por acaso, em meados do ano de 1997, quando realizávamos pesquisas que originaram o livro Raízes do Riso, resultando, naquela ocasião, apenas numa pequenina nota de rodapé”, informa Saliba. Quase duas décadas depois – após acumular dados e inúmeras anotações sobre a história do Modernismo brasileiro e, sobretudo, dos seus bastidores – o ensaio foi concluído. “A partir de provocações de Walter Benjamin e Marcel Duchamp, procura trazer à luz registros pouco conhecidos ou renegados que possam exemplificar a abertura de um pequeno, mas significativo ‘corredor de humor’ no interior do Modernismo brasileiro”.

Brasil: um país de humoristas involuntários?

“Envolvidos na vida, nós a vemos mal? A sátira humorística nas crônicas de Lima Barreto (1907-1922)” é resultado de uma leitura muito pessoal das crônicas, até então inéditas, de Lima Barreto, recentemente organizadas e publicadas por Felipe Botelho Corrêa. “Claro que na receita deste ensaio – cujo título foi inspirado numa famosa carta de Gustave Flaubert -, apesar de bem recente, servimo-nos de ingredientes bastante antigos”, escreve o pesquisador. Um deles são as inúmeras conversas, entre 1985 e 1986, com o biógrafo e organizador das obras de Lima Barreto, Francisco de Assis Barbosa.
O livro do professor da USP Elias Thomé Saliba – Foto: Reprodução
“A troça é a maior arma de que nós podemos dispor e sempre que a pudermos empregar é bom e é útil”, escreveu o próprio Lima Barreto em 1919, completando: “Nada de violências, nem barbaridades. Troça e simplesmente troça, para que tudo caia no ridículo. O ridículo mata e mata sem sangue. É o que aconselho aos revolucionários de todo jaez. Assim é que todos devemos fazer. Troças, troças e mais troças”.
O último ensaio do livro de Saliba, “Brasil: um país de humoristas involuntários” – forçando um pouco o tom da metáfora culinária, lembra mais uma sopa saborosa do que um prato consistente, diz Saliba – é “inspirado numa boutade fornecida por um notável antologista português  humoristas involuntários”.
Nele, “retomamos uma das teses principais de nossas publicações anteriores, sobretudo o já mencionado Raízes do Riso, sondando novas fontes, amealhando fragmentos inusitados, hauridos em registros obscuros, e ousando mesmo arriscar-se na tarefa mais difícil para o historiador, que é se aproximar dos dias atuais”, conclui o autor.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Jornal da USP

Arroz cultivado na lama da Samarco é mais pobre em nutrientes

Experimento produziu grãos com baixos componentes tóxicos, mas com pouco rendimento e menor crescimento das raízes



Estudos preliminares em lama de resíduos da mineradora Samarco mostram baixas concentrações de substâncias tóxicas, mas também de nutrientes. Estes são os primeiros resultados publicados por especialistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP e da Universidade Federal do ABC (UFABC) sobre pesquisas que realizam com solo e lama do subdistrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG). Os resultados indicam que é possível o uso da terra afetada pelo desastre para agricultura e reflorestamento, desde que seja feita a correção do solo. 
A equipe, liderada pelo professor Bruno Lemos Batista, do Centro de Ciências Naturais e Humanas da UFABC, esteve em Bento Rodrigues logo após o desastre de novembro de 2015, quando houve o rompimento da barragem do Fundão, e coletou amostras de solos, não atingidos pela lama, e de lama, vinda da barragem. Logo nas primeiras análises comparativas, para medir níveis de metais na lama, verificaram que ela era mais pobre que o solo natural da região, tanto em elementos tóxicos quanto em essenciais.
Essas informações agora foram confirmadas por testes com o cultivo de arroz. Como se trata de um alimento básico para o consumo humano, conhecido pelo acúmulo de substâncias tóxicas, os pesquisadores decidiram plantar arroz nas amostras de lama.
O professor afirma que o arroz pode acumular arsênio (As), chumbo (Pb), cádmio (Cd) e mercúrio (Hg). Sabendo que o desastre espalhou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de resíduos de mineração de ferro no ambiente, incluindo rios e áreas agrícolas, “essa foi uma forma de verificar se a lama poderia contaminar os grãos”, argumenta Batista.

Para os que acreditavam que a situação seria pior, as análises mostram que o arroz cultivado na lama residual da Samarco produziu grãos com baixos teores de As, Cd e Pb. Mas se os componentes tóxicos são baixos, o mesmo vale para os nutrientes. O pesquisador afirma que o “excesso de lama durante o cultivo reduziu o crescimento das raízes e o rendimento dos grãos”. Também ficaram menores, nos cultivos de lama, as quantidades de clorofilas e de carotenoides.
Considerando os parâmetros agronômicos do cultivo do arroz na lama de resíduos da mineradora, Batista conta que as alterações da planta estão relacionadas à deficiência de nutrientes e às propriedades físicas da lama. Para compensá-las, os pesquisadores adubaram o solo com matéria orgânica e utilizaram solo sedimentar, o que proporcionou melhores condições para o desenvolvimento das plantas.
Extrapolando os experimentos para a condição real do solo alagado de Bento Rodrigues, o especialista acredita que o fato de não terem encontrado metais potencialmente tóxicos nos grãos de arroz torna viáveis a agricultura e o reflorestamento na terra afetada pelo desastre, sendo necessária a correção do solo em relação a nutrientes e matéria orgânica. Mesmo assim, o professor lembra que cada planta tem necessidades diferentes.
As pesquisas do grupo receberam apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os primeiros resultados, com relação aos metais tóxicos na lama, estão na edição de novembro de 2016 da Environmental Pollution. Já as recentes análises das plantações de muda de arroz na lama estão na revista Chemosphere de fevereiro de 2018.
Mais informações: e-mail bruno.lemos@ufabc.edu.br com Bruno Lemos Batista



segunda-feira, 4 de junho de 2018

Emdur reativa iluminação da centenária Vila dos Ferroviários

George Telles Gentedeopiniao.com.br

MDUR ATENDE DEMANDA DA ASFEMM E REATIVA ILUMINAÇÃO DA CENTENÁRIA VILA DOS FERROVIÁRIOS, NA SEGUNDA 4


Porto Velho, RONDÔNIA – A partir de segunda-feira (4), com o patrocínio da Prefeitura desta Capital, todos os pontos de iluminação localizados no perímetro da centenária Vila Ferroviária serão reativados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (EMDUR).

A garantia foi dada neste final de semana pelo novo Diretor-Presidente, Thiago Terazzi, que atendeu pedido da Associação dos Ferroviários após intervenção do Vice-Presidente da entidade George Telles (Carioca), em nome dos moradores cuja maioria é idosa que, desde o século passado, é obrigada a ficar presa dentro de casa.

Carioca relatou ao titular da EMDUR, que toda a fiação elétrica subterrânea que permitia iluminar todo o perímetro do cruzamento da Avenida Farquar ao limite das ruas Sete de Setembro, João Alfredo até a Rua Euclides da Cunha, foi roubada por marginais e traficantes que infestam o entorno do Complexo Ferroviário e o Centro Antigo de Porto Velho.

Segundo ele, desde o século passado, “os nossos velhinhos, com a iluminação precária, são impedidos até hoje de contemplarem as belezas encorpadas ao Complexo da Estrada de Ferro, além do Pôr-do-Sol ao longo do horizonte do Rio Madeira em direção às usinas de Santo Antônio”.

Tradicionalíssimas e invejáveis, as luminárias que haviam nos pontos de iluminação no local onde foi construído o casario que compõe, não só a centenária Vila, mas o centro antigo de Porto Velho, “sofreram descaminhos e, com certeza, subtraídas por omissão de administrações descompromissadas com a conservação e preservação do patrimônio de nossa cidade”, alertou Carioca.

Envolta em grandes segredos, “os furtos e roubos de peças do acervo da Vila Ferroviária e da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, nunca foram descobertos”, assinalou o dirigente da entidade. Porém, com a nova direção da EMDUR, ao que parece já, nesta segunda-feira (4), “dará aos ferroviários e suas famílias, a chance de retomarem os antigos hábitos de, ao final das tardes, à porta de casa, terem mais segurança e conforto”, aduziu Carioca.

Com a retomada da iluminação, moradores, visitantes e turistas poderão acessar os ambientes locais e desfrutarem do que há de melhor da história, dos usos e costumes deixados pelos antigos habitantes - e conservados pelos atuais atores da Vila Ferroviária e da Estrada Madeira Mamoré. Além de usufruírem da rica história e cultura impressa nas locomotivas, litorina, estação central, prédio do relógio e área de acesso ao Rio Madeira, arrematou Carioca.

O novo sistema dará prioridade à fiação de caráter subterrâneo, o que impedirá potenciais furtos do material a ser utilizado durante o processo de revitalização dos novos pontos de luz.  Essa medida havia sido pedida às administrações passadas. Contudo, “os moradores não foram atendidos”, disseram moradores que participara de reunião com Thiago Terazzi e engenheiros da EMDUR.   

sábado, 2 de junho de 2018

MUNDO & CIÊNCIA

ODia.com.br

África exige restituição de tesouros roubados

Segundo o Benim, na França existem entre 4,5 mil e 6 mil objetos que pertencem ao país, incluindo tronos, portas de madeira gravada e cetros reais





Paris - Embora de acordo com a etiqueta os três totens expostos no Museu Quai Branly de Paris sejam uma "doação", seu país de origem, o Benim, pede a restituição do que considera um tesouro roubado durante a época colonial.
"Estátuas do reino de Dahomey, doação do general Dodds", diz a etiqueta para descrever esses totens meio humanos, meio animais.

Na realidade, essas imponentes estátuas foram pegas em 1892 pelas tropas francesas do general Alfred Amédée Dodds durante o roubo do Palácio de Abomey, a capital histórica do atual Benim.
Segundo o Benim, na França existem entre 4,5 mil e 6 mil objetos que pertencem ao país, incluindo tronos, portas de madeira gravada e cetros reais.
Do British Museum de Londres ao Museu Tervuren da Bélgica, numerosas coleções europeias transbordam de objetos adquiridos em condições muitas vezes discutíveis.
Naquela época, militares, antropólogos, etnógrafos e missionários que percorriam os países conquistados voltavam para casa com recordações compradas ou trocadas, e às vezes roubadas.
Inclusive o ex-ministro francês de Cultura André Malraux foi condenado nos anos 1920 no Camboja por ter tentado arrancar os baixo-relevos de um templo khmer.
A controvérsia não é nova e não concerne unicamente à África. Há décadas a Grécia exige ao Reino Unido, em vão, a restituição dos frisos do Partenon.
Mas o continente africano foi especialmente afetado.
'Hemorragia' patrimonial 
"A África sofreu uma hemorragia de seu patrimônio durante a colonização e inclusive depois, com o tráfico ilegal", lamenta El Hadji Malick Ndiaye, conservador do museu de arte africana de Dakar.
Mais de 90% das peças importantes da África subsaariana estão fora do continente, segundo os especialistas. A Unesco apoia há mais de 40 anos a luta dessas nações para que lhes restituam seus bens culturais desaparecidos durante a época colonial.
Para Crusoe Osagie, porta-voz do governador do estado de Edo, na Nigéria, não é normal que seus filhos tenham que ir ao exterior para admirar o patrimônio de seu país. "Esses objetos pertencem a nós e nos tiraram à força", destaca.
Assim como o Benim, cujo pedido de restituição foi negado pela França em 2016, outros países africanos receberam negativas.
Contudo, houve exceções, como em 2003, quando o museu etnológico de Berlim devolveu uma preciosa estátua de um pássaro ao Zimbábue, ex-colônia britânica.
Os dirigentes africanos esperam agora uma mudança de atitude da França, depois que o presidente Emmanuel Macron disse em novembro em Burkina Faso que dará "as condições para uma devolução do patrimônio africano à África" em um prazo de cinco anos.
Uma "ruptura histórica", segundo o ministro camaronês da Cultura, Narcisse Mouelle Kombi. Seu país, colonizado sucessivamente por Alemanha, França e Grã-Bretanha, "é um dos principais interessados", afirma.
"Macron se comprometeu com os africanos a mudar o que tem sido as cinco últimas décadas da política de nossos museus: encontrar as artimanhas jurídicas necessárias para evitar a devolução" das peças, observa o historiador Pascal Blanchard, especialista na época colonial.
O Museu Quai Branly de Paris não quis responder às perguntas da AFP.
Paternalismo
Mas ainda existem muitos obstáculos técnicos e jurídicos, admitem os dois especialistas que o presidente Macron nomeou em março para concretizar sua promessa.
Para se negar a devolver as obras, os especialistas argumentaram durante anos que os museus africanos não têm as condições adequadas de segurança e conservação.
Mas de acordo com o conservador do museu de Dakar, El Hadji Malick Ndiaye, se trata de um velho debate, inclusive "paternalista". Na África "existem muitas instituições de museus, na África do Sul, no Quênia, no Mali, em Zimbábue", assegura.
O British Museum propôs empréstimos à Nigéria e à Etiópia, saqueadas durante uma expedição britânica em 1868, mas resiste a restituir os bens.
O debate está mais avançado na Alemanha, um país sensível a isso pelos espólios da época nazista e os roubos do Exército Vermelho.
Vários museus estão trabalhando para identificar a origem de milhares de obras da época colonial, quando a Alemanha controlava Camarões, Togo e Tanzânia. É o caso do Museu Humboldt Forum, que abrirá em breve em Berlim e especificará a procedência dos objetos.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Snoopy e sua turma tocam Rush

2112 do Rush foi lançado em 1976
Lançado em 1976, o quarto álbum de estúdio do Rush2112, se tornou um clássico – e que agora ganha um vídeo com o elenco de Peanuts.

O youtuber Garren Lazar sincronizou antigas cenas do desenho, com as músicas do trio canadense de rock progressivo. Assista abaixo.


Metal benéfico pra sua saúde

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